(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Consequências. (2º Capítulo)
Marina estava sentada no sofá, angustiada pelo que faria dali a pouco. Ela sabia que se arrependeria, mas precisava fazer aquilo como uma forma de punição. Caio era doce e era tudo o que ela sempre quis. Atencioso. Apaixonado.
Revirava alguns cd's em uma caixa buscando algo que a fizesse se distrair. - "Porque isso está acontecendo comigo?" - sussurrou para si enquanto sentia as lágrimas inundarem seus olhos e escorrerem em seu rosto.
Aquilo não poderia estar acontecendo, como poderia se interessar tão rapidamente por Robert? Aquele garoto era estranho, lhe fazia perder as estribeiras, mas apesar de tudo, ela continuava interessada em Robert de certa forma, estaria se apaixonando? Que ridículo, algo tão rápido e tão sem graça. Sentia as lágrimas caírem de seus olhos freneticamente, mas logo se aquietara ao ouvir a campainha tocar. Marina sabia que seria Caio, secara os olhos rapidamente com as mãos, foi ao banheiro lavar o rosto.
Caio estava nervoso e sabia que seria o pior dia de sua vida, mesmo sabendo disso, não se sentia preparado. Ele ainda queria acreditar que pudesse se surpreender. - "Oi amor" - dissera Caio ao vê-la abrindo o portão. Até tentara sorrir, mas fora uma tentativa frustrada.
"Oi" - disse Marina secamente, mas com olhar tristonho.
Novamente aquele aperto no coração surgira em Caio, ele ficara mais aflito ao sentir tamanha frieza nas palavras da garota.
Caio a abraçou forte sussurrando em seu ouvido - "Me perdoa pequena? Por favor" - implorou. Marina sabia que não iria suportar aquilo. Ele era irresistível, assim como Robert.
Sentou-se na poltrona e o convidou a sentar-se na outra à sua frente, a fim de resolver a situação logo.
"Caio, - começara apreensiva - eu perdoo você por tudo, você é muito bom para mim e eu te amo, mas... - estava atônita, ela não sabia bem o que fazer ou falar, acabou se embolando no meio das palavras deixando um vago silencio tomar conta do lugar.
"Mas o que amor?" - Caio insistia em chamá-la de amor, tentando não se assustar, tentando amenizar o que sentia e o medo de que tudo aquilo acabasse. Chamá-la daquela forma, lhe deixava mais seguro de que, talvez, fosse somente um dia comum e que tudo se resolveria facilmente.
"Precisamos terminar" - dissera nervosa, suas mãos estavam tremulas e ela estava segurando as lágrimas. Marina sabia que se arrependeria, mas precisava se punir de alguma forma por ter se interessado do nada por Robert. Por tê-lo beijado, inclusive.
Aquelas palavras não saiam da cabeça de Caio um segundo sequer - "Precisamos terminar... Precisamos terminar" - ecoava em sua mente de um em um segundo.
Fechara os olhos, tentando fazer com que nada daquilo tivesse acontecido. Tentando ter uma maquina do tempo para voltar ao passado e desfazer tudo. Tentando mudar aquelas palavras. Sentira as lágrimas caírem de seus olhos, uma tempestade invadia seu corpo fervorosamente, com direito a relâmpagos e trovoadas fortes, ventos que poderiam destruir todas as casas da região. Tempestades fortes de inverno. Tempestades, que desta vez, estavam destruindo seu interior por inteiro, dilacerando seu coração de todas as formas.
"Terminar? - dissera atônito, em meio ao nervosismo- Meu amor, nós nos amamos? Não? - finalizou descrente.
Marina continuava com seu olhar em direção ao chão, deixando as lágrimas rolarem em seu rosto, enquanto Caio continuou.
- Pequena, pare de brincadeira, não gosto disso sabia? Você me assutou sabia amor? - disse manhoso, secando as lágrimas, tentando acreditar que aquilo não passou de um sonho enquanto ia em direção a ela.
Caio se ajoelhou em frente à Marina, que se encontrava sentada de cabeça baixa, chorando. Chegara perto dela ternamente, encostando suas testas e narizes. - "Amor, eu te amo. Não faça isso comigo" - suplicou em meio a sussurros enquanto acariciava seu rosto, secando as lágrimas dela gentilmente.
Marina não conseguia se suportar por estar fazendo aquilo consigo mesma. Ela sentira ele envolve-la em seus braços, e não fizera nenhuma questão de impedir, ela queria sentir um pouco mais de tudo aquilo antes de vê-lo partir de sua vida. De qualquer jeito, acabara sorrindo com lágrimas nos olhos ao sentir o calor do seu corpo contra o dela.
Caio escorou seu rosto ao dela, consequentemente, molhando-o com as lágrimas que caiam sem cessar do rosto de Marina. Ele estava com medo, não queria perde-la, ele a amava e faria de tudo para tê-la em seus braços outra vez.
Marina sentia seu corpo estremecer por inteiro, mas por um impulso inconsciente, o empurrou para longe - "Caio, não podemos continuar assim, estou terminando com você e é isso o que eu realmente quero" - dissera com a voz firme, mas com lágrimas escorrendo pelo rosto freneticamente.
Caio se assustou com tal atitude, e ainda mais com as palavras que saíram da boca de Marina. Era exatamente o que ele temia, era exatamente o que ele menos esperava.
"Amor - dissera atônito - se acalme, podemos conversar depois né? Você está nervosa, tudo vai se ajeitar, eu prometo pequena" - finalizou manhosamente, ignorando tudo o que ela dissera. Ele tentava fugir daquilo, e sabia disso.
"Pare Caio, acabou ok? A-C-A-B-O-U" - dissera pausadamente.
Marina já estava sofrendo as consequências, e sabia disso. Ela sentia seu coração apertar forte enquanto as lágrimas caiam cada vez mais ao ver Caio indo embora, apesar de tudo, ela queria ter o numero de Robert e desabafar. Ela queria ligar para alguma amiga e chorar até o ultimo fio de cabelo.
Ela sabia que seria difícil esquece-lo, mas precisava se punir. Precisava saber o que Robert tinha de tão intrigante, ela estava sentindo algo forte e precisava descobrir o porquê.
Apesar de todas as consequências que iria sofrer. Apesar de todas as dores que sentira durante esse dia. Ela sabia que ao menos iria descobrir o que tinha de tão diferente, esse garoto que a fez terminar com Caio mesmo sem pedir, sem falar. Ele a intrigava, e naquele momento, quem se importa com consequências?
Enquanto bebericava um pouco de sua água com açúcar, a fim de acalmar os nervos, pensava em ligar para Isabella mais tarde contando o ocorrido.
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