(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Satisfação Interior (2º Capítulo)
Robert acabara de se levantar, e se sentia muito bem. Pela primeira vez no ano, acordara de bom humor. Bebericando sua xícara de café, filosofava mentalmente sobre o beijo que dera em Marina pela madrugada. Sorriu para o vento ao lembrar-se da cara que ela ficou quando percebeu que ele não iria continuar, era uma mistura de decepção com desapontamento. Havia algo de errado com ele. Robert não conseguia pensar em mais nada, queria Marina para ele. Ela iria se apaixonar por ele, e ele faria com que isso acontecesse o mais rápido possível, mas de certa forma, ele sentia algo diferente por ela, era uma sensação de nervosismo ao vê-la, ele tinha medo de estar apaixonado, mas resolvera aceitar a situação em que se encontrava.
Enquanto ia diretamente para seu quarto, avistara seu pai que lhe chamou com um aceno. Robert ficara confuso, seu pai nunca fora de muita conversa entre eles, e ele também não fazia muita questão que trocar ideias com tal.
Petterson estava com medo da pergunta que faria, mas era realmente necessário para seu próprio bem estar. - "Filho, eu me lembro que você me falou uma vez que existia coisas obscuras sobre Lindsay que eu não sabia, e que isso afetava meu relacionamento com ela de certa forma" - fizera uma breve pausa, sentindo a garganta arranhar por dentro - " O que são essas coisas obscuras?"? - finalizara assim, sentido um peso sobre si. Ele sentia medo da resposta e das coisas de Robert poderia dizer-lhe, mas também precisava saber da verdade.
Robert sabia que não poderia abrir o jogo com seu pai, ele sabia que teria problemas depois. - "Do que você está falando?" - dissera, fazendo-se de desentendido. Robert realmente não queria se envolver no namoro do pai com Lindsay, mesmo sabendo que ela o traía, se sentia incapaz de falar isso naquele momento.
Petterson o olhara desconfiado - "Não minta, fale-me logo a verdade Robert!" - o olhara exaltado.
-Pai, naquele dia, eu estava nervoso, não sabia bem o que estava fazendo o falando. Dá pra parar de encher? - mentiu Robert.
Petterson sabia que ele estava mentindo, tinha certeza disso. Mas resolvera aliviar, iria descobrir por si só.
Robert subira as escadas em direção ao quarto em que estava instalado, deitou-se na cama e pensava em alguma estratégia para tirar Caio de seu caminho e ter Marina em seus braços. Em frações de segundos, seus lábios estavam junto aos dela, selando-lhe a boca delicadamente, eles estavam abraçados em algum lugar bonito, mas Robert nunca fora muito de descrever as coisas. Ele entrelaçava as mãos dele nas de Marina, e a puxava para perto de si, aquele beijo poderia durar uma eternidade se quise..- Antes que pudesse concluir, acordara assustado, mas ao mesmo tempo, sorrindo pelo sonho estranho. Ele poderia dizer que estava satisfeito consigo mesmo. Com aquele sonho, e por saber que com algumas coisas em jogo, tiraria o namorado da garota do caminho. Robert não poderia negar que o cara era realmente 'presença', e não era de se jogar fora em um sentido físico, mas não admitia aquilo. Poderia ser o que fosse, Robert tinha uma auto-confiança um tanto quanto gigantesca quando se falava de qualquer coisa. Sim. Qualquer coisa.
Ele estava satisfeito por ter conseguido se livrar de seu pai há algumas horas atrás, e também por conseguir planejar algo para tirar Caio de seu caminho, coisa que seria fácil para ele. - Sorrira levemente enquanto lembrava de como a feição de Marina ficava doce quando sorria, ele estava feliz interiormente. Estava satisfeito... Simplesmente bem...
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