(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Desconfianças (2º Capítulo)
Petterson se encontrava em pequeno restaurante requintado na cidade, para dizer a verdade, o único. Tomava uma taça de vinho tinto enquanto olhava diretamente para Lindsay, sua namorada. Eles já estavam juntos haviam uns longos tempos, ela realmente lhe fazia bem. Petterson se considerava novo para ter um filho de 19 anos, e ele realmente era. Estava na flor da idade de seus 47 anos, e se orgulhava por isso.
Tinha uma boa casa, com cômodos grandes e confortáveis, que lhe davam direito a uma vista extraordinária do pôr-do-sol, olhando pela sacada de seu quarto. Uma namorada bonita e elegante, inteligente e que lhe fazia tão bem quanto escutar o bom e velho som de Rolling Stones.
Ele andava desconfiado de algumas coisas, fazia um bom tempo, mas Petterson sempre fora um tanto quanto minucioso em qualquer atitude que pretendesse tomar. Bebericou um pouco de seu vinho, enquanto pensava em como tivera sorte em encontrar uma mulher tão bonita como Lindsay - "Nada mal para um cara de 45 anos" - pensara. Apesar de se sentir novo e na flor da idade, ele gostava de brincar consigo mesmo.
Lindsay era uma mulher realmente carismática, bonita e reservada. Apesar de tudo, lhe deixava um "Q" de curiosidade em alguns pontos.
-Querido, vou ao banheiro e já volto - dissera Lindsay, atrapalhando toda a linha de pensamento de Petterson- Tudo bem - dissera com um leve sorriso.
Ele sabia que era errado desconfiar de sua namorada, depois de tantos anos juntos, mas ele não conseguia deixar de cogitar a possibilidade de ela estar lhe traindo. Ou seria impressão sua? Todos os dias, ela saía com as amigas e, sinceramente, ele tinhas duvidas de que era com as amigas mesmo. Talvez fosse fruto da imaginação, seu filho já tivera lhe dado algumas indiretas bobas, que o fizeram desconfiar de certas coisas. Petterson sabia que Robert poderia ser o que quisesse, mas não era capaz de mentir ao algo assim para seu pai. Por alguns instantes pensou no que seu filho estaria fazendo, ele temia que Robert resolvesse arrumar confusões por aí. A cidade era pequena, qualquer coisa poderia dar fofocas durante o ano todo.
Todos os dias, ele tinha uma esperança que Robert poderia voltar a ser aquele garoto que sempre fora outrora. Ele tinha esperanças de ver seu filho dizendo que o ama novamente, ele tinha esperanças, que ao menos um dia. Seu filha teria uma boa ação para contar.
Olhara rapidamente seu relógio, eram meia-noite e quarenta e cinco minutos. Estava tarde, e ele automaticamente se preocupara mais ainda com Robert, que não era nada santo.
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