(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
domingo, 24 de março de 2013
Fora de Foco. (2º Capítulo)
- Mamãe, apesar de todas as brigas e de pelo fato de eu ter feito o que fiz, me perdoe. Eu estava equivocado e realmente errei. - dizia Robert, enquanto revirava os olhos pelo outro lado da linha, louco para terminar logo com toda essa palhaçada.
Christine não sabia bem como lidar com seu filho, ela o conhecia bem para saber de sua perfeita capacidade para fazer com que seu arrependimento parecesse o mais real possível.
- Tudo bem querido - dissera fingindo acreditar - eu sei que você é um bom rapaz meu filho, e jamais ousaria em cometer nenhuma besteira momentânea.
- Eu só acabei me irritando sabe? Mas me perdoe mamãe, eu realmente me equivoquei, mas vou continuar aqui no papai por um tempo. Estou bem aqui. - disse sorrindo cinicamente por dentro, pelo fato de ver sua mãe caindo como uma idiota em seu papo de bom moço.
Christine precisava fingir acreditar naquele teatro, que apesar de tudo, ela não poderia negar estava sendo muito bem feito e que se não fosse seu próprio filho, e que ela não o conhecesse como o conhecia, caíria de primeira em todo aquele drama.
-Sim querido, acredito em você - mentiu. - mas agora, preciso arrumar algumas coisas aqui, vou ter que desligar, e que bom que você está se acertando por aí com seu pai.
- Tudo bem mãe, também tenho que arrumar algumas coisas por aqui. - falara logo depois despedindo-se rapidamente e desligando.
Christine desligara o tefelofone atônita, ela sabia que seu filho não era dos mais calmos, e com certeza estava tramando alguma por de baixo dos panos.
Talvez o certo a se fazer fosse calar-se e esperar. "Esperar? Esperar pelo que? Pelo pior? Pelo amor de Deus Christine, você não pode ficar parada enquanto tem praticamente certeza de que seu filho está tramando algo. Acorde!"- dissera para si mesma, em seu subconsciente.
Christine não sabia certamente como funcionava a mente de Robert, mas tinha certeza de que seu filho não teria esse tipo de atitude se não houvesse planos envolvidos junto com um jogo de interesses.
Robert estava sentado ao pé da cama, satisfeito com seu trabalho, ele imaginava que talvez sua mãe pudesse desconfiar, mas ela cumpriu seu bom papel de acreditar. Ou fingir ter acreditado. Não importa; o que importa mesmo é que ela não o confrontara. Se levantou e elevou seus pensamentos em Marina. Ele nunca mais falara com ela durante esse espaço de tempo, já faziam quase uma semana que ele estava pela cidade e a unica pessoa com quem criou algum laço, fora Marina, que por sinal...- Robert parou, se aprofundando em uma linguagem mais bruta do que ele pensava sobre Marina. Uma linguagem chula e machista. - "Gostosa, ela realmente é muito boa" - pensara maliciosamente. Não que Robert tivesse interesses ruins com Marina, na verdade, ele estranhava o fato de não conseguir descartar a possibilidade de tê-la para si de sua mente. Ele queria ter algo mais sério com ela, mas sabia que aquilo poderia estragar tudo. Mesmo assim, queria. Sim, ela realmente era "gostosa" - como ele diria se estivesse com seu parceiros da madrugada.- mas ela tinha algo além disso, que o intrigava muito, e pelo mínimo que fosse, aquilo se sobressaía bem mais do que seu corpo e etc., mas Robert não poderia aceitar a possibilidade de ama-la. Ou poderia? Nessas alturas do campeonato, qualquer coisa está em jogo, até mesmo sentimentos.
Descera as escada rapidamente, e fora direto até a cozinha, pegando uma jarra de suco e bebendo dali mesmo. Seu pai iria lhe xingar muito se o visse fazendo-o, mas Robert amava a adrenalina de fazer algo onde seu pai não poderia saber em nem lhe fazer pagar por isso. Era uma forma de vingança oculta. - riu de si mesmo, engasgando-se com o suco.- "Vingança Oculta?! Robert, o que é isso?" - pensou sarcasticamente, rindo. Apesar de tudo, Robert se divertia consigo mesmo, mas se tinha algo que o fazia rir, era humor negro. Sinceramente? Os melhores, com licença por favor. Claro que isso não faz sentido algum com o ocorrido, mas falar de assuntos alheios sorrateiramente, ironizando tais, era algo que lhe parecia espirituoso, e ele amava isso.
Robert sabia que precisava procurar Marina, mas como? Não tinha o numero dela, na verdade, nem tivera tempo para isso. Guardara a jarra na geladeira rindo pelo fato de que sorrateiramente, pudera fazer algo de que seu pai não o punisse. Talvez fosse coisas de sua cabeça, mas pela primeira vez, Robert não estava tramando algo minuciosamente. Marina... Marina; seria ela a causadora disso tudo? Não, ela não poderia ousar estragar tudo. Robert sabia que Marina seria a peça necessária, e diga-se de passagem que seria divertido tê-la em seus braços. Perigoso. Hum... Interessante.
Arrumou ligeiramente algumas roupas em seu quarto, escovara os dentes. Ele sabia que não estava seguindo sua linha de foco. Procurar Marina hoje não estava em seu planejamento, mas não pudera evitar a sensação de beijá-la pairar novamente por seus pensamentos e faze-lo sentir a noite o cobrindo com um manto de obscuridades. Obscuridades do amor... do coração.
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