(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Recompensas. (2º Capítulo)
Marcos se encontrava em casa, fitando o teto, com raiva de tudo o que Lindsay fizera e ainda fazia com ele. Ele sabia que aquilo era mais errado do que parecia, e ele tinha ódio dela. Ninguém mandou ela ser bonita, ninguém mandou ela chegar na dele e dar liberdade.
Deitado em sua cama, mal podia esperar pelo que iria presenciar dali algum tempinho. Marcos tinha certeza que ela iria atrás dele essa noite, ele sabia que ela iria brigar com ele por culpa das grosserias ao telefone. Que ela iria dizer que não merecia isso, que ele não a merecia. Ele a beijaria calorosamente, e no fim... Estariam esparramados na cama, trocando palavras de amor. E ele estava animado para tudo isso acontecer, porque ele adorava a sensação que lhe dava quando ela brigava e depois, eles se amavam até amanhecer. Era relaxante. Voraz. Proibido.
Fechou os olhos e se lembrara da ultima vez que se encontraram. Sorriu para o vento, ele a queria muito e não suportava a ideia de dividi-la com Petterson.
- O que você está pensando? Que depois de falar daquele jeito comigo, tudo vai ficar assim? - dissera Lindsay raivosamente, assustando Marcos que estava fechado em seus pensamentos - Você acha mesmo que eu vou deixar você me tratar mal, me fazer chorar e depois desligar o telefone na minha cara achando que nada iria acontecer?
Marcos se assustara, levara alguns segundos para compreender o que estava havendo. Ele sabia que as coisas seriam complicadas, mas iriam se ajeitar.
- O que você está fazendo aqui? Qual é o seu problema? Acha que pode ir entrando na minha casa do nada, sem avisar e me xingar? - dissera Marcos, alterando a voz.
Lindsay sabia que ele iria fazer isso, ela sabia que ele iria querer irritá-la da pior forma possível. Se aproximara dele corajosamente - "Depois do que você, eu tenho direito de ter bater se eu quiser" - dissera apontando o dedo para ele.
Você tem direito de que? - dissera ele, fingindo não ter ouvido direito - Você não tem direito de nada, se enxergue e cale essa boca, ouviu? Você me usa, trai seu namorado comigo e exige consideração e respeito? Mas feche essa boca agora, você não tem direito de reclamar. - dissera ele, alterado.
Lindsay sentira as lágrimas caírem de seus olhos, por um instante, se sentira como uma vadia qualquer que andava pelas ruas à noite. Ela sabia que o que fazia era errado, ela sabia que não poderia continuar assim. Mas o que ela podia fazer que amava Petterson ao mesmo tempo que amava Marcos? Saira do quarto em disparada, fora até a cozinha, abriu a geladeira e serviu um copo de água para si. Logo após, sentou-se no sofá da sala, em prantos. Ela segurava os suspiros chorosos para não demonstrar tanta fraqueza perto dele.
No quarto, Marcos estava deitado em sua cama, se sentindo culpado pelo que ele havia falado. Ele sabia que havia sido bruto demais em suas palavras. Se levantou, e se pegou indo em direção à Lindsay, que ao vê-lo, secou as lágrimas rapidamente.
Se aproximou mais, sentando ao seu lado - "Sai daqui Marcos, já não machucou o bastante?"- falou Lindsay em tom choroso.
Marcos se sentira culpado, se sentira mal pelo que falara. Enquanto se aproximava, houvera certa resistência dela, mas depois de um tempo. Enquanto abraçava-a pela cintura carinhosamente, chegava mais perto de seu pescoço, fungando levemente - Lindsay logo estremeceu. Ela amava aquilo, na verdade, ela o amava. Sentira Marcos arrastando a boca até sua orelha e a mordiscando carinhosamente - "Desculpa amor, mas eu te amo e te quero só pra mim" - sussurrou Marcos enquanto vira um sorriso bobo saindo pelos lábios de Lindsay. Ele realmente a amava, e não gostava da ideia de saber que a dividia com outro homem.
"Porque você faz isso comigo?" - sussurrou Lindsay sentindo seus lábios roçarem aos dele. - fechara os olhos, sentindo o calor que lhe dava ao sentir seus lábios colados um ao outro, como se fossem a peça perfeita. O melhor encaixe de bocas que já pudera experimentar. Sentira uma leve descarga elétrica ao sentir a boca de Marcos abrir-se, sentindo suas línguas juntarem-se boca a boca. O movimentos eram leves e circulares, Marcos sabia o que estava fazendo. Lindsay sabia onde aquilo iria parar, enquanto sentia as mãos dele deslizarem por suas costas maliciosamente. Marcos desceu para seu pescoço dando-lhe leve beijos e mordidas. Ele a amava e a queria toda para si. Não queria mais estar naquela situação.
Lindsay desceu até sua boca e o beijara vorazmente, sentindo-o enquanto o abraçava. Ela sabia que o que estava fazendo era errado, mas não poderia evitar. Petterson era um bom homem, mas não era do tipo que lhe pregava surpresas, como Marcos.
Enquanto ele mordiscava seus lábios e lhes dava selinhos demorados, ela pensava no quão era urgente a necessidade que regularizar as coisas entre os dias. Ela sabia que aquilo precisava ser feito para ontem. Mas tinha medo de perder todo esse gostinho de proibido, medo de que ele perdesse o interesse e cair na rotina.
Marcos fechou os olhos enquanto acariciava sua cintura. Ele realmente a amava, e o que ele mais queria, era poder fazer com que todos vissem isso - "Eu te amo" - sussurrou ele, enquanto selava seus lábios contra os dela.
Lindsay sentiu uma carga elétrica por todo o seu corpo quando o ouvira dizer aquilo tão docemente. Enquanto o ajudava a tirar a blusa, sabia que no outro dia, eles brigariam novamente. Ela não só sabia como tinha certeza disso. - Beijando seus ombros até o pescoço, Marcos sentia que precisava tê-la durante a vida inteira, ele sabia que precisava dar um tempo nas brigas. Mas ele amava a eletricidade que seus corpos tinham quando se tocavam. Ele amava toda aquela sensação de ter de repor algo, de ter de recompensar o erro.
Ele amava a sensação de seus corpos juntos. Ele a amava... Simplesmente, a amava.
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