Marcos não se preocupara em trancar a porta de sua casa. Não se preocupara em respirar ou arejar a cabeça. Ele só se preocupara com uma coisa: entender o que aquela vadia estava querendo fazer com ele. Certamente enlouquecê-lo, afinal, quem em sã consciência chama aquilo de relacionamento? Quem? Me diga. Levante a mão você aí que sabe, ou acha que sabe a resposta.
Estava seguindo rota em direção à casa de Lindsay, sua sei-lá-o-quê (Namorada? Não. Amante? Não, somente ele fazia esse papel. Rascoeira filha de uma mãe? Humm, esse lhe parecia um bom termo). Marcos só sabia de uma coisa: quando chegasse em seu destino, Lindsay aprenderia as definições de algumas palavras não tão bonitas assim.
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Aflita, Lindsay desligara seu celular e prometera para si mesma que nunca mais falaria com Marcos. Prometera que não iria mais trair Petterson, e o melhor, que iria se dar mais valor e parar de se tratar como migalha, mas no fundo ela sabia que não conseguiria cumprir aquilo que estava se prometendo. No fundo, ela sabia que já havia se soterrado em lama, e agora, para lavar-se, só se desse-se por vencida e se desfizesse de si mesma.
Ela tinha quase certeza que Marcos estava a caminho, e seu quase desapareceu quando a porta foi chutada com violência e seu vaso caro que havia comprado em uma de suas viagens se esmigalhou no chão, assim como seu interior. Seus olhos tomaram um tom de medo e descompasse, e ela sentiu que se fizesse alguma coisa além de proteger seu rosto e colocar-se em posição fetal, abraçando os joelhos no canto da parede, seria seu fim.
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- Eu já estou cansado, sua cadela desgraçada. - gritava de forma gutural - Cansado de ser o cara para quem você liga quando está afim de suprir suas verdadeiras necessidades, sua rameira filha de uma piranha de marca maior. As necessidades que aquele frouxo do seu namorado não consegue suprir. - afirmou, aproximando-se da mulher encolhida e amedrontada ao fundo da sala.
Marcos não queria nada além de ter aqueles lábios macios somente para ele. De ter aquele corpo à meia luz sem repartições ou dívidas... Impasses. Sua irritação era o fato de a verdade se escancarar em seus olhos todos os dias, ao perceber que, no fim das contas, a mulher que mais o fazia arder em desejo não era sua por totalidade. A mulher que não lhe deixava pregar os olhos, não tinha sua prioridade, mas sim a de outro homem. Se isso justificava as marcas que, logo mais, deixaria em seus braços e em outras partes do corpo? Tanto faz.
Ela merecia cada uma delas.
(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
quinta-feira, 28 de maio de 2015
segunda-feira, 25 de maio de 2015
Desencontros (3˚ Capítulo)
Robert havia chegado deveriam fazer algumas horas. Não dera olá e nem fizera questão de disfarçar seu ódio por enlatados - "Esse é meu filho" - pensou Petterson, enquanto ria desgastado. O mesmo sentira-se aliviado por não precisar disfarçar sua tensão e, pela primeira vez, se viu com olhos agradecidos por seu filho ser como é: indiferente.
Ele não sabia o que Lindsay pudesse estar fazendo, e, sinceramente? Também não queria saber. Não agora. Não depois de ter tomado uma bela ducha e ter se sentido renovado, como se a água pudesse obstruir seus pormenores internos. Fechara o best-seller, marcando a última página lida com as orelhas do livro e colocando-o na cabeceira ao lado de sua cama. Fechou os olhos e afundou-se por inteiro em seus dilemas: Robert, que não lhe dava sossego e o deixava com cabelos desgrenhados de tanto se preocupar com o modo obscuro que demonstrava levar a vida. E Lindsay, a namorada perfeita-mas-não-tão-perfeita-assim, pelo fato de lhe fazer desconfiar de sua fidelidade.
-----
Lindsay estava na sacada, e nessas horas ela adoraria ser adepta ao uso de tabaco, afinal, combinaria muito com sua situação: mulher leviana, escravizada pela vida de duas mãos que levava, e o pior, todos sabem que se o motorista não decide o que quer e fica em zigue-zague, pode colidir. A cada dia Marcos se tornava cada vez mais sagaz e intragável, mas sempre sedutor. Aqueles olhos fulminavam desejo e cobiça. Uma volúpia que a engolia e a fazia delirar de ódio. Ódio dele e daquela boca carnuda e macia que despejava palavras vulgares, ríspidas, arrogantes e asselvajadas. - "Eu ojerizo aquele boçal com todas as forças que existem dentro de mim. Ele é incrivelmente voluptuoso e excitante. Seus olhos são intensos e ordinários, cheios de si. Olhos de quem paga para ver. Lumes arrogantes, carregadas de luxúria. Luxúria que abraça meu ventre e desfaz meus sentidos - suspirou, exasperada - "Marcos, você me paga." - pensou odiosa enquanto fechava a janela da sacada e tentava se recompor. Ela precisava esquecer que Marcos poderia aparecer a qualquer momento cheio de desejo, não se importando se ela iria aceitá-lo ou não em cima de sua cama, fazendo qualquer coisa relacionada à união de dois corpos, menos uma: amor. O relacionamento entre ambos era um emaranhado descomunal. Ninguém sabia o que sentia. Existiam momentos em que Lindsay tinha vontade de abraçá-lo e dar-lhe cafuné, mas se continha para manter o poderio. Para mostrar que ela também tinha o comando, e que na realidade o sentimento pouco importava ali, entretanto, Marcos às vezes lhe saía bom moço e cheio dos afagos. Afoito por carinho e um ninho para se aconchegar: seu colo. Sorrisos simpáticos e cheios de devoção condecoravam sua face robusta, desfazendo-se da máscara de durão machista e intolerante automaticamente. Nessas horas, Lindsay sabia que estaria perdida se ele decidisse se manter assim por mais de duas horas.
-----
Petterson estava decidido a não ligar para Lindsay naquela noite, até que algo lhe fez pensar que aquilo poderia soar estranho, já que sempre se desejavam bons sonhos antes de adormecer. O que menos queria era afetar seu relacionamento de forma negativa, antes mesmo de saber se isso realmente era necessário.
Lindsay era uma mulher bela e simpática, cheia de qualidades e bons costumes. Uma das qualidades que lhe eram atribuídas era a de que sabia mentir muito bem, desde que houvesse se programado para o mesmo. Bons costumes? Bom, esqueçamos disso por hora.
Ao finalizar a discagem de números, Petterson pensou em como sofreria caso sua desconfiança passasse a ser um fato.
Após fechar as janelas da sacada e comer um sanduíche natural, a mulher de olhos grandes e puxados estava aflita por uma mensagem ou ligação... de Marcos. Lindsay não suportava mais esperar e enviou-lhe uma mensagem para que ele a ligasse o mais rápido possível.
- O...
- O que você quer Lindsay? - interrompeu Marcos, com voz irritadiça.
- Nossa, esqueceu a educação aonde seu filho da mãe? Lhe enviei uma mensagem pedindo que me ligasse, não que me insultasse. - falou Lindsay, saturada das humilhações.
- Estou pouco me lixando para você, para não dizer coisas piores. - alegou antes de mudar o rumo da conversa. - O que você quer? - indagara impaciente.
Lindsay fechou os olhos, encheu os pulmões e soltara pausadamente, saboreando... Se contendo.
- Eu só queria saber notícias, não sei mais o que estamos vivendo, só sei que estou com saudades daquele Marcos romântico e preocupado com os detalhes do relacionamento - desabou Lindsay, um pouco alterada.
Marcos sentara-se em sua cama com as mãos na cabeça - "Que relacionamento, sua cretina?" - pensara, vincando a testa e desligando o celular sem se preocupar em se despedir ou responder qualquer coisa. Se fosse para responder algo, com certeza seriam palavrões da mais baixa categoria.
------
Petterson havia tentado ligar várias vezes, mas o número de Lindsay leu-se como ocupado, e, logo depois, desligado.
Aquilo o alarmou.
Ele não sabia o que Lindsay pudesse estar fazendo, e, sinceramente? Também não queria saber. Não agora. Não depois de ter tomado uma bela ducha e ter se sentido renovado, como se a água pudesse obstruir seus pormenores internos. Fechara o best-seller, marcando a última página lida com as orelhas do livro e colocando-o na cabeceira ao lado de sua cama. Fechou os olhos e afundou-se por inteiro em seus dilemas: Robert, que não lhe dava sossego e o deixava com cabelos desgrenhados de tanto se preocupar com o modo obscuro que demonstrava levar a vida. E Lindsay, a namorada perfeita-mas-não-tão-perfeita-assim, pelo fato de lhe fazer desconfiar de sua fidelidade.
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Lindsay estava na sacada, e nessas horas ela adoraria ser adepta ao uso de tabaco, afinal, combinaria muito com sua situação: mulher leviana, escravizada pela vida de duas mãos que levava, e o pior, todos sabem que se o motorista não decide o que quer e fica em zigue-zague, pode colidir. A cada dia Marcos se tornava cada vez mais sagaz e intragável, mas sempre sedutor. Aqueles olhos fulminavam desejo e cobiça. Uma volúpia que a engolia e a fazia delirar de ódio. Ódio dele e daquela boca carnuda e macia que despejava palavras vulgares, ríspidas, arrogantes e asselvajadas. - "Eu ojerizo aquele boçal com todas as forças que existem dentro de mim. Ele é incrivelmente voluptuoso e excitante. Seus olhos são intensos e ordinários, cheios de si. Olhos de quem paga para ver. Lumes arrogantes, carregadas de luxúria. Luxúria que abraça meu ventre e desfaz meus sentidos - suspirou, exasperada - "Marcos, você me paga." - pensou odiosa enquanto fechava a janela da sacada e tentava se recompor. Ela precisava esquecer que Marcos poderia aparecer a qualquer momento cheio de desejo, não se importando se ela iria aceitá-lo ou não em cima de sua cama, fazendo qualquer coisa relacionada à união de dois corpos, menos uma: amor. O relacionamento entre ambos era um emaranhado descomunal. Ninguém sabia o que sentia. Existiam momentos em que Lindsay tinha vontade de abraçá-lo e dar-lhe cafuné, mas se continha para manter o poderio. Para mostrar que ela também tinha o comando, e que na realidade o sentimento pouco importava ali, entretanto, Marcos às vezes lhe saía bom moço e cheio dos afagos. Afoito por carinho e um ninho para se aconchegar: seu colo. Sorrisos simpáticos e cheios de devoção condecoravam sua face robusta, desfazendo-se da máscara de durão machista e intolerante automaticamente. Nessas horas, Lindsay sabia que estaria perdida se ele decidisse se manter assim por mais de duas horas.
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Petterson estava decidido a não ligar para Lindsay naquela noite, até que algo lhe fez pensar que aquilo poderia soar estranho, já que sempre se desejavam bons sonhos antes de adormecer. O que menos queria era afetar seu relacionamento de forma negativa, antes mesmo de saber se isso realmente era necessário.
Lindsay era uma mulher bela e simpática, cheia de qualidades e bons costumes. Uma das qualidades que lhe eram atribuídas era a de que sabia mentir muito bem, desde que houvesse se programado para o mesmo. Bons costumes? Bom, esqueçamos disso por hora.
Ao finalizar a discagem de números, Petterson pensou em como sofreria caso sua desconfiança passasse a ser um fato.
Após fechar as janelas da sacada e comer um sanduíche natural, a mulher de olhos grandes e puxados estava aflita por uma mensagem ou ligação... de Marcos. Lindsay não suportava mais esperar e enviou-lhe uma mensagem para que ele a ligasse o mais rápido possível.
- O...
- O que você quer Lindsay? - interrompeu Marcos, com voz irritadiça.
- Nossa, esqueceu a educação aonde seu filho da mãe? Lhe enviei uma mensagem pedindo que me ligasse, não que me insultasse. - falou Lindsay, saturada das humilhações.
- Estou pouco me lixando para você, para não dizer coisas piores. - alegou antes de mudar o rumo da conversa. - O que você quer? - indagara impaciente.
Lindsay fechou os olhos, encheu os pulmões e soltara pausadamente, saboreando... Se contendo.
- Eu só queria saber notícias, não sei mais o que estamos vivendo, só sei que estou com saudades daquele Marcos romântico e preocupado com os detalhes do relacionamento - desabou Lindsay, um pouco alterada.
Marcos sentara-se em sua cama com as mãos na cabeça - "Que relacionamento, sua cretina?" - pensara, vincando a testa e desligando o celular sem se preocupar em se despedir ou responder qualquer coisa. Se fosse para responder algo, com certeza seriam palavrões da mais baixa categoria.
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Petterson havia tentado ligar várias vezes, mas o número de Lindsay leu-se como ocupado, e, logo depois, desligado.
Aquilo o alarmou.
sexta-feira, 22 de maio de 2015
Fulgor Estelar (3˚ Capítulo)
Alma inquieta e intensa era o que Marina irradiava. Robert tramava nas escuras de suas válvulas pensantes sobre como aquilo fora fácil. Entediante. Beijá-la havia sido bom, mas não enlouquecedor. Tocar seus lábios macios havia aguçado a candura de seus olhos, ele não podia negar, mas não ao ponto de não conseguir extasiar-se ao ver os fuzis de ônix que lhes eram apontados enquanto tocava seus lábios aos de Marina. Caio, o rapaz mais frouxo e babaca que já havia conhecido estava com íris marejadas e enrubescidas. Paralisado estava ele, como se a mais doce gazela tivesse sido atingida por um dardo qualquer, ou melhor, não tão qualquer assim: um dardo chamado Robert Wakcher.
Enquanto disseminava pensamentos quentes e sujos a respeito da "mais doce gazela"- pensara, enojando-se com o apelido açucarado. - imaginava o rosto de Caio e em como ele queria que o mesmo fosse menos molóide e viesse tomar satisfações. Robert estava ávido por uns bons socos na face. Louco por alguns hematomas pelo corpo e boas doses de vitimização. Era tudo o que ele mais almejava e que, literalmente, correria atrás com fervor nessa nova jornada.
Marina não iria negar para si mesma e nem para ninguém no mundo de como aquele beijo havia sido bom e cheio de dulçor, o melhor que já desfrutara em toda a sua vida amorosa. Se o negasse, seria digna do inferno, pois a mentira está dentre os palanques pecaminosos. Deitada em sua cama, velejava pelos olhos de Robert, o rapaz mais viciante e cheio de entrelinhas que ela já havia conhecido na vida. Nesses momentos a imaginação é uma grande aliada.
A cada dia Marina sentia-se menos culpada por terminar seu relacionamento com Caio. Apesar de saber que ela sempre fora um namorado muito leal, amoroso e compreensivo, também tinha plena certeza de que ele jamais passaria disso. Jamais passaria de um bom namorado...
O que quer que fosse o que Robert estivesse fazendo no momento, ela sabia: aquele beijo se eternizaria em seus lábios como as estrelas, que mesmo mortas, retém o fulgor.
Robert estava em casa, comendo um enlatado qualquer, como de costume, enquanto praguejava a existência do mesmo. Cabelos bagunçados e roupa maltrapilha combinavam com seu humor, apesar dos bons momentos que tivera ao caminhar e beijar Marina logo pela manhã, onde seus hormônios estão em alerta para qualquer sinuosa curva feminina, principalmente no caso daquela gostosa. Hmmm. Aquelas curvas ainda o fariam cometer alguma besteira, mas nada que já não o tivesse cometido outras vezes, como em algumas madrugadas pretéritas em que precisava colocar a "vida" em dia... Ele sabia que com a menina dos cabelos negros era diferente, mas não podia negar sua essência pecaminosa.
Robert sabia que envolver-se com aqueles doces olhos amendoados poderia mudá-lo para sempre. A única coisa que, talvez, ele não soubesse, é que ele lutaria com todas as forças justamente para isso.
Enquanto disseminava pensamentos quentes e sujos a respeito da "mais doce gazela"- pensara, enojando-se com o apelido açucarado. - imaginava o rosto de Caio e em como ele queria que o mesmo fosse menos molóide e viesse tomar satisfações. Robert estava ávido por uns bons socos na face. Louco por alguns hematomas pelo corpo e boas doses de vitimização. Era tudo o que ele mais almejava e que, literalmente, correria atrás com fervor nessa nova jornada.
Marina não iria negar para si mesma e nem para ninguém no mundo de como aquele beijo havia sido bom e cheio de dulçor, o melhor que já desfrutara em toda a sua vida amorosa. Se o negasse, seria digna do inferno, pois a mentira está dentre os palanques pecaminosos. Deitada em sua cama, velejava pelos olhos de Robert, o rapaz mais viciante e cheio de entrelinhas que ela já havia conhecido na vida. Nesses momentos a imaginação é uma grande aliada.
A cada dia Marina sentia-se menos culpada por terminar seu relacionamento com Caio. Apesar de saber que ela sempre fora um namorado muito leal, amoroso e compreensivo, também tinha plena certeza de que ele jamais passaria disso. Jamais passaria de um bom namorado...
O que quer que fosse o que Robert estivesse fazendo no momento, ela sabia: aquele beijo se eternizaria em seus lábios como as estrelas, que mesmo mortas, retém o fulgor.
Robert estava em casa, comendo um enlatado qualquer, como de costume, enquanto praguejava a existência do mesmo. Cabelos bagunçados e roupa maltrapilha combinavam com seu humor, apesar dos bons momentos que tivera ao caminhar e beijar Marina logo pela manhã, onde seus hormônios estão em alerta para qualquer sinuosa curva feminina, principalmente no caso daquela gostosa. Hmmm. Aquelas curvas ainda o fariam cometer alguma besteira, mas nada que já não o tivesse cometido outras vezes, como em algumas madrugadas pretéritas em que precisava colocar a "vida" em dia... Ele sabia que com a menina dos cabelos negros era diferente, mas não podia negar sua essência pecaminosa.
Robert sabia que envolver-se com aqueles doces olhos amendoados poderia mudá-lo para sempre. A única coisa que, talvez, ele não soubesse, é que ele lutaria com todas as forças justamente para isso.
terça-feira, 19 de maio de 2015
Pesadelos Lúcidos (3˚ Capítulo)
Petterson não sabia exatamente o que fazer com as informações que recebera da parte de Dr. Holler. A única coisa que ele sabia era que havia feito um "investimento" e tanto, só que dessa vez ele não sabia exatamente se queria que o mesmo lhe tivesse algum retorno à longo prazo, afinal, isso significaria o fim de seu relacionamento. Significaria sofrimento e dor. A dor da traição, que sempre dilacera o peito.
A decisão de investigar a vida de Lindsay mais afundo não havia sido tomada da noite para o dia. Muito pelo contrário. Muitas madrugadas foram perdidas por culpa de pensamentos latentes.
" - Sr. Wakcher, não esqueça que este processo é minucioso e cheio de pormenores, mas, principalmente: não esqueça que ele poderá mudar sua vida amorosa de forma totalitária. - dissera Holler enquanto mostrava alguns de seus mais tecnológicos desenvolvimentos e explanava detalhadamente sobre seu método de espionagem. " - lembrou enquanto largava as chaves de seu carro na mesa e subia as escadas em direção ao quarto principal: o seu.
O dia foi difícil e o melhor que poderia fazer seria tomar um banho, colocar a roupa mais confortável que encontrasse, no intercepto da leitura de um best-seller qualquer. Nada de leituras complexas; nada de pensar muito, ou melhor, nada de fazer algo além de esvaziar a mente.
Pesadelos podem ser discernidos em plena lucidez? Se a resposta for negativa, defino a vida de Sr. Wakcher como sobrenatural.
A decisão de investigar a vida de Lindsay mais afundo não havia sido tomada da noite para o dia. Muito pelo contrário. Muitas madrugadas foram perdidas por culpa de pensamentos latentes.
" - Sr. Wakcher, não esqueça que este processo é minucioso e cheio de pormenores, mas, principalmente: não esqueça que ele poderá mudar sua vida amorosa de forma totalitária. - dissera Holler enquanto mostrava alguns de seus mais tecnológicos desenvolvimentos e explanava detalhadamente sobre seu método de espionagem. " - lembrou enquanto largava as chaves de seu carro na mesa e subia as escadas em direção ao quarto principal: o seu.
O dia foi difícil e o melhor que poderia fazer seria tomar um banho, colocar a roupa mais confortável que encontrasse, no intercepto da leitura de um best-seller qualquer. Nada de leituras complexas; nada de pensar muito, ou melhor, nada de fazer algo além de esvaziar a mente.
Pesadelos podem ser discernidos em plena lucidez? Se a resposta for negativa, defino a vida de Sr. Wakcher como sobrenatural.
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