(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Decisões. (3º Capítulo)
Sentado no banco de seu carro, enquanto virava a chave para dar partida, sentira pontadas de insegurança invadirem seu eu. Como ladrões da noite, que sem medo, andam em passos largos levando tudo o que puderem. Havia marcado com com o tal de Dr. Holler, lá por umas 15hs30, mas sinceramente? Não sabia porque, mas não se sentia preparado para encará-lo de frente. Afinal, o que ele iria pensar? - "Oh. mais um par de chifres para me dar um belo de um lucro." - Seria ele, frio o bastante?
Correndo o percurso, Petterson não poderia descartar a hipótese de voltar para casa com seu dinheiro, com sua auto-estima remunerada fingindo estar tudo bem, desprezando assim, toda sua falta de confiança em Lindsay. Mas sua mente estava rebelando-se contra ele, por debaixo dos panos. Mas iria ele parar no meio do caminho? Não. Jamais. Petterson precisava saber o que estava acontecendo, apesar de todos os rodeios que dera no início, resolveu desprezar a si mesmo e a seu querido bolso, que iria ter de lhe garantir $5.000.
Sentado na sala de espera, devaneava enquanto não estava em seu horário de ser atendido. Os minutos se passaram rapidamente.
- Sr. Wakcher, por favor, se dirija para a segunda sala à direita, após o corredor.
Robert estava nervoso, e sua expressão o demonstrava nitidamente do quão inseguro estava.
Enquanto adentrava pela sala, pode ver um homem bem vestido, numa faixa dos quarenta. Ele bebericava um pouco do que lhe parecia ser café.
- Oh. Sim, Sr. Wakcher, sente-se por favor. - dissera apontando para uma cadeira em frente à sua mesa de trabalho.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Planejamentos. (3º Capítulo)
"Qual é? O que eu estou fazendo aqui? Robert, você está louco ou o que? Pois, afinal, a um tempo atrás só estava querendo planejar algo interessante para fazer na madrugada, e agora? Agora você está sentado em uma escadaria, sem fazer nada a não ser pensar em Marina. Marina. Essa garota ainda me paga". - sentira uma raiva invadir seu interior, mas rapidamente se esvaiu ao lembrar de como seus cabelos davam um belo contraste com sua pele. E seus olhos? Ah, seus olhos eram o toque final da perfeição. Ele sabia que precisava encontrar Marina, a cidade era pequena e não havia como não se esbarrarem, apesar de tudo, os dias passavam e nada de Marina chegar, nada daquele beijo. Aquele beijo. Jamais Robert poderia esquecer de como aquela explosão de emoções lhe fez bem, e de como dormiu bem naquela noite. E agora, ele estava lá, apaixonado por ela, mas não era algo arrebatador, existia muita atração física entre os dois. Robert não poderia negar que era um tanto quanto. Não vamos ser humildes quando se trata de beleza, ok? - Ele era bonitão, o estilo bad boy que pegava quem queria, quando queria e sempre que queria. E agora? Ele iria fazer isso também, e seria assim. Levantara-se da escada, desejando caminhar por aí e esbarrar com aquela garota dos cabelos pretos e olhos claros. Não tão claros, mas claros o bastante para contrastar e dar uma beleza exótica para com seu rosto. Marina. Ela era essa menina da qual gostaria de se esbarrar por aí, e então deixar cair alguns papéis, e ela. Como a boa cidadã que é, iria ajudá-lo a juntar os papeis, sendo assim, iriam se olhar novamente e então se reconhecerem. Ele iria chamá-la para tomar um sorvete e ela aceitaria, pois quem recusaria uma proposta dessas, com ele? Ninguém em sã consciência faria isso. Então seus olhos iriam brilhar e eles iria se aproximar cada vez mais. Um beijo. Aquele beijo que lhe dava calma, amor. Aquele beijo que ele lembrava toda hora... "Qual é Marina, não dá pra dar um tempo não?" - pensara.
Não se sabia ao certo o que iria acontecer, mas de uma coisa, ele tinha certeza, precisava resolver isso antes que todos seus planos fossem devorados por tsunamis. Tsunamis da paixão. Tsunamis de desespero por não conseguir encontrá-la outra vezes, bastava-lhe um olhar para que seu dia voltasse a ter aquele sol.
Marina estava em casa, e realmente transtornada. Sabia que as consequências não seriam poucas, e durante longas horas do dia, pegara seu celular. Ousando em tentar ligar para Caio e dizer que nada fora real. Que ela estava realmente confusa. Fracassou como um senhor das redondezas, que começara a ter visões falando que se tentasse ressuscitar os mortos com apenas batidas de palma em cada túmulo durante 2hs, eles iriam reviver. O senhor era realmente perturbado, as notícias saíram até no jornal. Passara meses o fazendo, e as vezes, passava um dia inteiro batendo palmas para somente um túmulo. Fora enviado para um manicômio, pois não comia direito e começara a agir como indigente. Sua família resolvera assim. Acharam o mais certo a se fazer. - Marina riu ao lembrar-se de quando leu esta notícia. Estava sentada no sofá, seus pais na cozinha terminando o almoço, e Caio. - "Caio" - aquilo ecoava em sua cabeça, lhe dando tristeza. Mas ao mesmo tempo, sentira algo tão bom ao lembrar-se de como riram juntos com aquilo. Na maior parte das tardes, ele ia para a casa dela e eles liam juntos tudo o que podiam, inclusive notícias bizarras, o que lhes fazia rir de doer a barriga e faltar a respiração, então logo após ele a abraçava levando-a para mais perto de si. Caio amava vê-la rir, era algo tão espontâneo. Ele a amava. - "Marina, pare, não posso amá-lo. Não devo amá-lo." - pausara com raiva de si mesma por não conseguir esquecê-lo de jeito maneira. Robert, ele era por quem deveria procurar.
Marina sentia saudades daquele dia em que conhecera Robert, aquele garoto charmoso que lhe chamou atenção de longe. Aquele garoto charmoso que lhe fez tão bem naquele dia triste. Aquele que lhe compreendeu no momento em que mais precisava. Um beijo. Aquele garoto. Aquele beijo... Mas que droga é essa? Faziam semanas que não o encontrava, que não se esbarravam. Faziam dias que ela não via aqueles olhos azulados tão cheios de segredos que não conseguia desvendar. Aquele olhar tão enigmático e que lhe passava tanta fixação, confiança e devoção. Marina sabia que precisava encontrá-lo de forma ou de outra, mas não o deixaria passar. - pegara mais um pouco de chocolate. - Enquanto olhava algo na televisão, pensava em como precisava voltar a dar caminhadas pela manhã como fazia com Caio algumas vezes.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Triângulo Amoroso. (3º Capítulo)
Forte. Muito forte, para poder carregar consigo toda uma vida mentirosa. Para poder desenfrear palavras sem medo. Ela tem medo, medo de ficar só. Medo de se entregar ao seu universo corrupto, seu universo cheio de desestruturas, rejeição. Porque mentir? Fugir da realidade, como qualquer executivo que pela vigésima vez, está arrumando as malas. E então sair voando por aí, as palavras são suas asas. Seu abrigo? A mentira, que soa como um sino forte de desgosto, de perdição. Manchas que se alastram sem medo e se opõe ao universo, desviando-se de qualquer coisa que possa ser boa.
Lindsay sabia que levava uma vida de faixada, afinal, ninguém jamais imaginaria que a 'senhorita-bem-resolvida', poderia ter um caso com Marcos e namorar Petterson ao mesmo tempo. Porque estava fazendo isso? Sendo que Petterson não poderia ser melhor. Ou poderia? -parou por um momento, analisando se havia algo inapreciável em seu relacionamento com Petterson.- Claro que há. Eu. - decepcionara-se consigo mesma." Eu, a traidora. Eu, pior ladra que pode existir. A que sequestra corações nas caladas da noite. A que machuca a si mesma. Eu; O erro que poderia ser evitado."- pensara. Lindsay sabia que estava errada, mas não podia deixar de amar Marcos. - "Marcos" - sentira a raiva pulsar por suas veias, ele era o autor principal. O pior cúmplice que poderia haver. O mais rídículo e trapaceiro. - prendera a respiração e apertara forte as mãos, estava com raiva. - "O culpado de tudo. Sim, ele é o culpado. Eu? Eu sou uma pobre vítima que caí nas garras da madrugada sem fim, que caí nas garras de um arranha céu que nunca acaba. Eu? Lindsay? Jamais em sã consciência iria trair meu querido Petterson, o homem com quem posso ter uma vida estável. O homem com qual posso contar sempre, mas não, eu precisava me deixar levar. Eu? Ops, eu não. Eu fui raptada pela escuridão que me cercou; Fui raptada pelo desejo. Eu não fiz nada. Nada. " - Tentara se consolar em seus pensamentos.
Marcos era o culpado de toda essa desordem, mas no fundo, ela sabia que também fazia parte do jogo e que se entregasse os pontos, jamais sua vida seria igual. Jamais poderia tomar um café da tarde ao lado de seu amor. Sim. Seu amor, Petterson. O homem que ela amava. Não. Sim? Diabos! O que seria essa vida? O que é isso? Um triângulo amoroso. O pior triângulo que poderia existir. - suspirou por uns momentos, tentando tirar esse pensamento do ar - "Triângulo amoroso! - sorriu, gozando de si mesma - que ridícula hipótese, Lindsay!" - pensou. Ela jamais poderia aceitar isso em sua vida.
Petterson estava sentado, na varanda de sua casa, imaginando se por algum momento, sua vida poderia ser mais turbulenta. -"Dr. Holler... Dr. Holler" - aquilo matutava em sua cabeça por horas, e realmente, ele estava decidido.
Depois de esperar alguns minutos, conseguira obter a conversa que tanto desejava com o dito cujo, que tinha uma voz capaz de dar pesadelos. Voz forte, imponente. Mas com um tom que demonstrava ser prestativo, e que sabe muito bem como trabalhar e deixar um cliente satisfeito. "5 mil reais Petterson... 5 mil reais" - dissera a si mesmo mentalmente. Não era pouco. Petterson tinha uma vida estável, dava para esbaldar um pouquinho, sair da linha quando bem entendia. mas '5 mil' de uma vez? Talvez não fosse tão necessário. Coisas da cabeça de Petterson, quem sabe. - Levantara-se rapidamente, indo até a cozinha encher seu copo com um pouco mais de limonada, tentando assim, acalmar os nervos.
Abrindo Horizontes. (3º Capítulo)
Petterson estava decidido, apesar de passar meses matutando em tal possibilidade. Sentia aquela duvida impetuosa entrando dentro de si como um nevoeiro em época errada. Como um nevoeiro que te congela por dentro, congela tudo, menos o medo. Medo. Sim, medo de não poder mais sentir as brisas e não ver mais o sol brilhar. O amor brilhar. Medo de não poder seguir a penumbra das estrelas e tocá-las. Voar pelo céu. Mãos entrelaçadas e bocas juntas. Medo de perder tudo. Lindsay era o tipo de mulher que todo o homem quer, e ele sabia que além dele, existiam muitos de olho nela. Petterson tinha medo do que poderia descobrir, mas também não poderia ficar naquela situação de duvida que o corroia por dentro cada vez mais. Olhara para aquele cartão, e sabia que o que estava fazendo poderia colocar em risco toda a sua vida. - " Detetive Particular, Dr. Holler".
Petterson não sabia mais para onde recorrer, ele jamais imaginara que chegaria à esse ponto. Revirava algumas coisas, buscando refúgio. Tentando se desfazer dessa desconfiança, tentando dizer para si mesmo que não seria mais necessário. Tentando se conformar com a duvida que o apertava a garganta a cada pensamento, sobre Lindsay. Ele e Lindsay. "Petterson, cale a boca, Lindsay jamais o trairia. Jamais. Você é atencioso, sempre segue o ritual de bom moço. A leva para jantar, fala o quanto a ama e escuta com atenção cada coisa que ela lhe conta. Detalhe por detalhe. E depois, no fim da noite, demonstra todo o romantismo que pode existir, lhe levando para casa e então sentindo o compasso das estrelas brilhando a cada batida, a cada melodia. A cada respiração ofegante. Sentindo o calor que o amor pode dar, e a calmaria que a penumbra da noite sempre transpassa, em sintonia com o ritmo das brisas". - pensara repreendendo sua dúvida sobre a fidelidade de Lindsay.
Enquanto discava o numero em seu celular, sabia que estava fazendo algo que poderia acabar com tudo. Acabar até mesmo com a admiração e amor que sentia por Lindsay.
- Agência de detetives particulares, bom dia - dissera uma mulher com a voz, digamos que poderia se considerar aceitável.
- Bom dia, gostaria de falar com Dr. Holler, ele está?
- Espere uns minutinhos, preciso ver se ele está disponível.
-Tudo bem.
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