quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Confrontos Emocionais (2º Capítulo)


Caio se levantou cedo, estava com peso na consciência por ter comido tanto chocolate pela madrugada. Escovou os dentes, limitou-se a comer uma maça antes de sair para correr.
Enquanto corria, pensava em como se resolveria com Marina naquele mesmo dia.  Ele mal podia esperar para pedir desculpas à ela, e vê-la sorrir daquele jeitinho bobo que só ela tinha. Ele realmente a amava e a queria por perto. Eles estavam destinados um ao outro, e ele tinha convicção disso. Marina era o tipo de garota que não se podia jogar fora, ela era delicada, mas sabia usar sua agressividade de forma ousada quando necessário. Ele a pediria desculpas, seguraria em suas mãos a levaria para passear por alguma praça das redondezas.
Após chegar em casa exausto, tirou a roupa e fora diretamente para o chuveiro, estava com a pele grudenta de suor e ele não suportava aquela sensação de sujeira em seu corpo. Durante alguns minutos, seus pensamentos se voltaram para os dias em que ele e Marina conversavam sobre o futuro, ele achava tão interessante a forma com que ela era convicta do que queria, e de certa forma, ele temia aquilo. E se ela decidisse que não o queria mais? Isso não poderia acontecer. Não. Que ridícula ideia - revirou os olhos.
Marina estava em sua casa, aflita com tudo o que ocorrera pela madrugada, apesar de tudo, ela sentia-se extasiada ao lembrar do encontro dos seus lábios com os de Robert. Caio iria conversar com ela hoje, e ela sabia que as coisas não poderiam continuar daquela forma. Iria trair Caio? Não, aquilo seria mal caráter de sua parte. Não fazia seu estilo. E se Robert não a procurasse mais? Dane-se, ela não poderia ficar impune sobre aquele ato errado que cometera. Iria terminar com ele, estava decidida. Mas ela o amava, ela sabia que iria chorar muito, mas precisaria ser forte.-"Porque você foi fazer isso?" - xingou-se mentalmente.
Caio já havia tomado seu banho, colocado uma calça jeans, uma blusa branca gola 'V' e um tênis. Estava se arrumando para ir à casa de Marina antes do almoço. Ele queria levá-la para almoçar ainda hoje como pedido de desculpa. Após arrumar tudo o que tinha de ser arrumado, ligou para Marina, que logo atendera. - "Bom dia amor!" - dissera Caio, carinhosamente.
 Marina não sabia como agir com ele, ela estava com a consciência pesada e não tinha cara para falar nada para ele além de... -" Bom dia" - dissera com uma tentativa fracassada de ser meiga.
Caio sentiu-se congelar por dentro. Ele sentira uma vontade imensa de chorar, de se jogar em sua cama e se perguntar o porque de tudo isso. Sentira seu coração explodir por dentro, uma dor forte no peito. Algo lhe dizia que Marina iria deixá-lo. Não só seu subconsciente, como os próprios fatos. - "Amor, você ainda está triste comigo? Recebeu minha mensagem?" - dissera tristonho.- "Recebi, eu ia responder agora a pouco, mas você me ligou" - mentiu. - "Ah, sim querida. Bom, eu estava pensando em passar aí pra nós conversarmos um pouco" - disse relutante.
Marina sabia no que daria tudo isso, e ela estava insegura, com medo. Mas deixara o orgulho passar por cima de si mesma - "Pode vir, nos temos que conversar mesmo"- dissera fraquejando a voz. -"Tudo bem querida, estou chegando aí em 5 minutos"- dissera Caio atônito. Ele não sabia bem o que esperar de hoje. Só sabia que não seriam coisas agradáveis e nem nada parecido com o dia que planejara para os dois. Ele precisava ir resolver isso, mas não se sentia preparado.  Será que ela nunca mais iria perdoá-lo? Caio não pudera conter as lágrimas ao pensar em perde-la. Isso não poderia acontecer, não agora.
 Ele a amava e queria construir uma vida com ele, queria poder chamá-la de 'minha esposa' quando perguntassem qual o papel dela em sua vida. Ele queria poder chamá-la de meu amor ao pé do ouvido a cada amanhecer, mas estava vendo que aquilo não seria possível. Estava tudo acabado, e ele pressentia isso como se já estivesse vivendo a situação.
Fechou os olhos sentado em um banquinho perto do jardim sentindo o vendo ir de encontro aos seus cabelo ainda úmidos. Ele sabia que de qualquer forma, ele teria de ser forte.

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