(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
terça-feira, 19 de fevereiro de 2013
Consequências. (2º Capítulo)
Marina estava sentada no sofá, angustiada pelo que faria dali a pouco. Ela sabia que se arrependeria, mas precisava fazer aquilo como uma forma de punição. Caio era doce e era tudo o que ela sempre quis. Atencioso. Apaixonado.
Revirava alguns cd's em uma caixa buscando algo que a fizesse se distrair. - "Porque isso está acontecendo comigo?" - sussurrou para si enquanto sentia as lágrimas inundarem seus olhos e escorrerem em seu rosto.
Aquilo não poderia estar acontecendo, como poderia se interessar tão rapidamente por Robert? Aquele garoto era estranho, lhe fazia perder as estribeiras, mas apesar de tudo, ela continuava interessada em Robert de certa forma, estaria se apaixonando? Que ridículo, algo tão rápido e tão sem graça. Sentia as lágrimas caírem de seus olhos freneticamente, mas logo se aquietara ao ouvir a campainha tocar. Marina sabia que seria Caio, secara os olhos rapidamente com as mãos, foi ao banheiro lavar o rosto.
Caio estava nervoso e sabia que seria o pior dia de sua vida, mesmo sabendo disso, não se sentia preparado. Ele ainda queria acreditar que pudesse se surpreender. - "Oi amor" - dissera Caio ao vê-la abrindo o portão. Até tentara sorrir, mas fora uma tentativa frustrada.
"Oi" - disse Marina secamente, mas com olhar tristonho.
Novamente aquele aperto no coração surgira em Caio, ele ficara mais aflito ao sentir tamanha frieza nas palavras da garota.
Caio a abraçou forte sussurrando em seu ouvido - "Me perdoa pequena? Por favor" - implorou. Marina sabia que não iria suportar aquilo. Ele era irresistível, assim como Robert.
Sentou-se na poltrona e o convidou a sentar-se na outra à sua frente, a fim de resolver a situação logo.
"Caio, - começara apreensiva - eu perdoo você por tudo, você é muito bom para mim e eu te amo, mas... - estava atônita, ela não sabia bem o que fazer ou falar, acabou se embolando no meio das palavras deixando um vago silencio tomar conta do lugar.
"Mas o que amor?" - Caio insistia em chamá-la de amor, tentando não se assustar, tentando amenizar o que sentia e o medo de que tudo aquilo acabasse. Chamá-la daquela forma, lhe deixava mais seguro de que, talvez, fosse somente um dia comum e que tudo se resolveria facilmente.
"Precisamos terminar" - dissera nervosa, suas mãos estavam tremulas e ela estava segurando as lágrimas. Marina sabia que se arrependeria, mas precisava se punir de alguma forma por ter se interessado do nada por Robert. Por tê-lo beijado, inclusive.
Aquelas palavras não saiam da cabeça de Caio um segundo sequer - "Precisamos terminar... Precisamos terminar" - ecoava em sua mente de um em um segundo.
Fechara os olhos, tentando fazer com que nada daquilo tivesse acontecido. Tentando ter uma maquina do tempo para voltar ao passado e desfazer tudo. Tentando mudar aquelas palavras. Sentira as lágrimas caírem de seus olhos, uma tempestade invadia seu corpo fervorosamente, com direito a relâmpagos e trovoadas fortes, ventos que poderiam destruir todas as casas da região. Tempestades fortes de inverno. Tempestades, que desta vez, estavam destruindo seu interior por inteiro, dilacerando seu coração de todas as formas.
"Terminar? - dissera atônito, em meio ao nervosismo- Meu amor, nós nos amamos? Não? - finalizou descrente.
Marina continuava com seu olhar em direção ao chão, deixando as lágrimas rolarem em seu rosto, enquanto Caio continuou.
- Pequena, pare de brincadeira, não gosto disso sabia? Você me assutou sabia amor? - disse manhoso, secando as lágrimas, tentando acreditar que aquilo não passou de um sonho enquanto ia em direção a ela.
Caio se ajoelhou em frente à Marina, que se encontrava sentada de cabeça baixa, chorando. Chegara perto dela ternamente, encostando suas testas e narizes. - "Amor, eu te amo. Não faça isso comigo" - suplicou em meio a sussurros enquanto acariciava seu rosto, secando as lágrimas dela gentilmente.
Marina não conseguia se suportar por estar fazendo aquilo consigo mesma. Ela sentira ele envolve-la em seus braços, e não fizera nenhuma questão de impedir, ela queria sentir um pouco mais de tudo aquilo antes de vê-lo partir de sua vida. De qualquer jeito, acabara sorrindo com lágrimas nos olhos ao sentir o calor do seu corpo contra o dela.
Caio escorou seu rosto ao dela, consequentemente, molhando-o com as lágrimas que caiam sem cessar do rosto de Marina. Ele estava com medo, não queria perde-la, ele a amava e faria de tudo para tê-la em seus braços outra vez.
Marina sentia seu corpo estremecer por inteiro, mas por um impulso inconsciente, o empurrou para longe - "Caio, não podemos continuar assim, estou terminando com você e é isso o que eu realmente quero" - dissera com a voz firme, mas com lágrimas escorrendo pelo rosto freneticamente.
Caio se assustou com tal atitude, e ainda mais com as palavras que saíram da boca de Marina. Era exatamente o que ele temia, era exatamente o que ele menos esperava.
"Amor - dissera atônito - se acalme, podemos conversar depois né? Você está nervosa, tudo vai se ajeitar, eu prometo pequena" - finalizou manhosamente, ignorando tudo o que ela dissera. Ele tentava fugir daquilo, e sabia disso.
"Pare Caio, acabou ok? A-C-A-B-O-U" - dissera pausadamente.
Marina já estava sofrendo as consequências, e sabia disso. Ela sentia seu coração apertar forte enquanto as lágrimas caiam cada vez mais ao ver Caio indo embora, apesar de tudo, ela queria ter o numero de Robert e desabafar. Ela queria ligar para alguma amiga e chorar até o ultimo fio de cabelo.
Ela sabia que seria difícil esquece-lo, mas precisava se punir. Precisava saber o que Robert tinha de tão intrigante, ela estava sentindo algo forte e precisava descobrir o porquê.
Apesar de todas as consequências que iria sofrer. Apesar de todas as dores que sentira durante esse dia. Ela sabia que ao menos iria descobrir o que tinha de tão diferente, esse garoto que a fez terminar com Caio mesmo sem pedir, sem falar. Ele a intrigava, e naquele momento, quem se importa com consequências?
Enquanto bebericava um pouco de sua água com açúcar, a fim de acalmar os nervos, pensava em ligar para Isabella mais tarde contando o ocorrido.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Satisfação Interior (2º Capítulo)
Robert acabara de se levantar, e se sentia muito bem. Pela primeira vez no ano, acordara de bom humor. Bebericando sua xícara de café, filosofava mentalmente sobre o beijo que dera em Marina pela madrugada. Sorriu para o vento ao lembrar-se da cara que ela ficou quando percebeu que ele não iria continuar, era uma mistura de decepção com desapontamento. Havia algo de errado com ele. Robert não conseguia pensar em mais nada, queria Marina para ele. Ela iria se apaixonar por ele, e ele faria com que isso acontecesse o mais rápido possível, mas de certa forma, ele sentia algo diferente por ela, era uma sensação de nervosismo ao vê-la, ele tinha medo de estar apaixonado, mas resolvera aceitar a situação em que se encontrava.
Enquanto ia diretamente para seu quarto, avistara seu pai que lhe chamou com um aceno. Robert ficara confuso, seu pai nunca fora de muita conversa entre eles, e ele também não fazia muita questão que trocar ideias com tal.
Petterson estava com medo da pergunta que faria, mas era realmente necessário para seu próprio bem estar. - "Filho, eu me lembro que você me falou uma vez que existia coisas obscuras sobre Lindsay que eu não sabia, e que isso afetava meu relacionamento com ela de certa forma" - fizera uma breve pausa, sentindo a garganta arranhar por dentro - " O que são essas coisas obscuras?"? - finalizara assim, sentido um peso sobre si. Ele sentia medo da resposta e das coisas de Robert poderia dizer-lhe, mas também precisava saber da verdade.
Robert sabia que não poderia abrir o jogo com seu pai, ele sabia que teria problemas depois. - "Do que você está falando?" - dissera, fazendo-se de desentendido. Robert realmente não queria se envolver no namoro do pai com Lindsay, mesmo sabendo que ela o traía, se sentia incapaz de falar isso naquele momento.
Petterson o olhara desconfiado - "Não minta, fale-me logo a verdade Robert!" - o olhara exaltado.
-Pai, naquele dia, eu estava nervoso, não sabia bem o que estava fazendo o falando. Dá pra parar de encher? - mentiu Robert.
Petterson sabia que ele estava mentindo, tinha certeza disso. Mas resolvera aliviar, iria descobrir por si só.
Robert subira as escadas em direção ao quarto em que estava instalado, deitou-se na cama e pensava em alguma estratégia para tirar Caio de seu caminho e ter Marina em seus braços. Em frações de segundos, seus lábios estavam junto aos dela, selando-lhe a boca delicadamente, eles estavam abraçados em algum lugar bonito, mas Robert nunca fora muito de descrever as coisas. Ele entrelaçava as mãos dele nas de Marina, e a puxava para perto de si, aquele beijo poderia durar uma eternidade se quise..- Antes que pudesse concluir, acordara assustado, mas ao mesmo tempo, sorrindo pelo sonho estranho. Ele poderia dizer que estava satisfeito consigo mesmo. Com aquele sonho, e por saber que com algumas coisas em jogo, tiraria o namorado da garota do caminho. Robert não poderia negar que o cara era realmente 'presença', e não era de se jogar fora em um sentido físico, mas não admitia aquilo. Poderia ser o que fosse, Robert tinha uma auto-confiança um tanto quanto gigantesca quando se falava de qualquer coisa. Sim. Qualquer coisa.
Ele estava satisfeito por ter conseguido se livrar de seu pai há algumas horas atrás, e também por conseguir planejar algo para tirar Caio de seu caminho, coisa que seria fácil para ele. - Sorrira levemente enquanto lembrava de como a feição de Marina ficava doce quando sorria, ele estava feliz interiormente. Estava satisfeito... Simplesmente bem...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Confrontos Emocionais (2º Capítulo)
Caio se levantou cedo, estava com peso na consciência por ter comido tanto chocolate pela madrugada. Escovou os dentes, limitou-se a comer uma maça antes de sair para correr.
Enquanto corria, pensava em como se resolveria com Marina naquele mesmo dia. Ele mal podia esperar para pedir desculpas à ela, e vê-la sorrir daquele jeitinho bobo que só ela tinha. Ele realmente a amava e a queria por perto. Eles estavam destinados um ao outro, e ele tinha convicção disso. Marina era o tipo de garota que não se podia jogar fora, ela era delicada, mas sabia usar sua agressividade de forma ousada quando necessário. Ele a pediria desculpas, seguraria em suas mãos a levaria para passear por alguma praça das redondezas.
Após chegar em casa exausto, tirou a roupa e fora diretamente para o chuveiro, estava com a pele grudenta de suor e ele não suportava aquela sensação de sujeira em seu corpo. Durante alguns minutos, seus pensamentos se voltaram para os dias em que ele e Marina conversavam sobre o futuro, ele achava tão interessante a forma com que ela era convicta do que queria, e de certa forma, ele temia aquilo. E se ela decidisse que não o queria mais? Isso não poderia acontecer. Não. Que ridícula ideia - revirou os olhos.
Marina estava em sua casa, aflita com tudo o que ocorrera pela madrugada, apesar de tudo, ela sentia-se extasiada ao lembrar do encontro dos seus lábios com os de Robert. Caio iria conversar com ela hoje, e ela sabia que as coisas não poderiam continuar daquela forma. Iria trair Caio? Não, aquilo seria mal caráter de sua parte. Não fazia seu estilo. E se Robert não a procurasse mais? Dane-se, ela não poderia ficar impune sobre aquele ato errado que cometera. Iria terminar com ele, estava decidida. Mas ela o amava, ela sabia que iria chorar muito, mas precisaria ser forte.-"Porque você foi fazer isso?" - xingou-se mentalmente.
Caio já havia tomado seu banho, colocado uma calça jeans, uma blusa branca gola 'V' e um tênis. Estava se arrumando para ir à casa de Marina antes do almoço. Ele queria levá-la para almoçar ainda hoje como pedido de desculpa. Após arrumar tudo o que tinha de ser arrumado, ligou para Marina, que logo atendera. - "Bom dia amor!" - dissera Caio, carinhosamente.
Marina não sabia como agir com ele, ela estava com a consciência pesada e não tinha cara para falar nada para ele além de... -" Bom dia" - dissera com uma tentativa fracassada de ser meiga.
Caio sentiu-se congelar por dentro. Ele sentira uma vontade imensa de chorar, de se jogar em sua cama e se perguntar o porque de tudo isso. Sentira seu coração explodir por dentro, uma dor forte no peito. Algo lhe dizia que Marina iria deixá-lo. Não só seu subconsciente, como os próprios fatos. - "Amor, você ainda está triste comigo? Recebeu minha mensagem?" - dissera tristonho.- "Recebi, eu ia responder agora a pouco, mas você me ligou" - mentiu. - "Ah, sim querida. Bom, eu estava pensando em passar aí pra nós conversarmos um pouco" - disse relutante.
Marina sabia no que daria tudo isso, e ela estava insegura, com medo. Mas deixara o orgulho passar por cima de si mesma - "Pode vir, nos temos que conversar mesmo"- dissera fraquejando a voz. -"Tudo bem querida, estou chegando aí em 5 minutos"- dissera Caio atônito. Ele não sabia bem o que esperar de hoje. Só sabia que não seriam coisas agradáveis e nem nada parecido com o dia que planejara para os dois. Ele precisava ir resolver isso, mas não se sentia preparado. Será que ela nunca mais iria perdoá-lo? Caio não pudera conter as lágrimas ao pensar em perde-la. Isso não poderia acontecer, não agora.
Ele a amava e queria construir uma vida com ele, queria poder chamá-la de 'minha esposa' quando perguntassem qual o papel dela em sua vida. Ele queria poder chamá-la de meu amor ao pé do ouvido a cada amanhecer, mas estava vendo que aquilo não seria possível. Estava tudo acabado, e ele pressentia isso como se já estivesse vivendo a situação.
Fechou os olhos sentado em um banquinho perto do jardim sentindo o vendo ir de encontro aos seus cabelo ainda úmidos. Ele sabia que de qualquer forma, ele teria de ser forte.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Recompensas. (2º Capítulo)
Marcos se encontrava em casa, fitando o teto, com raiva de tudo o que Lindsay fizera e ainda fazia com ele. Ele sabia que aquilo era mais errado do que parecia, e ele tinha ódio dela. Ninguém mandou ela ser bonita, ninguém mandou ela chegar na dele e dar liberdade.
Deitado em sua cama, mal podia esperar pelo que iria presenciar dali algum tempinho. Marcos tinha certeza que ela iria atrás dele essa noite, ele sabia que ela iria brigar com ele por culpa das grosserias ao telefone. Que ela iria dizer que não merecia isso, que ele não a merecia. Ele a beijaria calorosamente, e no fim... Estariam esparramados na cama, trocando palavras de amor. E ele estava animado para tudo isso acontecer, porque ele adorava a sensação que lhe dava quando ela brigava e depois, eles se amavam até amanhecer. Era relaxante. Voraz. Proibido.
Fechou os olhos e se lembrara da ultima vez que se encontraram. Sorriu para o vento, ele a queria muito e não suportava a ideia de dividi-la com Petterson.
- O que você está pensando? Que depois de falar daquele jeito comigo, tudo vai ficar assim? - dissera Lindsay raivosamente, assustando Marcos que estava fechado em seus pensamentos - Você acha mesmo que eu vou deixar você me tratar mal, me fazer chorar e depois desligar o telefone na minha cara achando que nada iria acontecer?
Marcos se assustara, levara alguns segundos para compreender o que estava havendo. Ele sabia que as coisas seriam complicadas, mas iriam se ajeitar.
- O que você está fazendo aqui? Qual é o seu problema? Acha que pode ir entrando na minha casa do nada, sem avisar e me xingar? - dissera Marcos, alterando a voz.
Lindsay sabia que ele iria fazer isso, ela sabia que ele iria querer irritá-la da pior forma possível. Se aproximara dele corajosamente - "Depois do que você, eu tenho direito de ter bater se eu quiser" - dissera apontando o dedo para ele.
Você tem direito de que? - dissera ele, fingindo não ter ouvido direito - Você não tem direito de nada, se enxergue e cale essa boca, ouviu? Você me usa, trai seu namorado comigo e exige consideração e respeito? Mas feche essa boca agora, você não tem direito de reclamar. - dissera ele, alterado.
Lindsay sentira as lágrimas caírem de seus olhos, por um instante, se sentira como uma vadia qualquer que andava pelas ruas à noite. Ela sabia que o que fazia era errado, ela sabia que não poderia continuar assim. Mas o que ela podia fazer que amava Petterson ao mesmo tempo que amava Marcos? Saira do quarto em disparada, fora até a cozinha, abriu a geladeira e serviu um copo de água para si. Logo após, sentou-se no sofá da sala, em prantos. Ela segurava os suspiros chorosos para não demonstrar tanta fraqueza perto dele.
No quarto, Marcos estava deitado em sua cama, se sentindo culpado pelo que ele havia falado. Ele sabia que havia sido bruto demais em suas palavras. Se levantou, e se pegou indo em direção à Lindsay, que ao vê-lo, secou as lágrimas rapidamente.
Se aproximou mais, sentando ao seu lado - "Sai daqui Marcos, já não machucou o bastante?"- falou Lindsay em tom choroso.
Marcos se sentira culpado, se sentira mal pelo que falara. Enquanto se aproximava, houvera certa resistência dela, mas depois de um tempo. Enquanto abraçava-a pela cintura carinhosamente, chegava mais perto de seu pescoço, fungando levemente - Lindsay logo estremeceu. Ela amava aquilo, na verdade, ela o amava. Sentira Marcos arrastando a boca até sua orelha e a mordiscando carinhosamente - "Desculpa amor, mas eu te amo e te quero só pra mim" - sussurrou Marcos enquanto vira um sorriso bobo saindo pelos lábios de Lindsay. Ele realmente a amava, e não gostava da ideia de saber que a dividia com outro homem.
"Porque você faz isso comigo?" - sussurrou Lindsay sentindo seus lábios roçarem aos dele. - fechara os olhos, sentindo o calor que lhe dava ao sentir seus lábios colados um ao outro, como se fossem a peça perfeita. O melhor encaixe de bocas que já pudera experimentar. Sentira uma leve descarga elétrica ao sentir a boca de Marcos abrir-se, sentindo suas línguas juntarem-se boca a boca. O movimentos eram leves e circulares, Marcos sabia o que estava fazendo. Lindsay sabia onde aquilo iria parar, enquanto sentia as mãos dele deslizarem por suas costas maliciosamente. Marcos desceu para seu pescoço dando-lhe leve beijos e mordidas. Ele a amava e a queria toda para si. Não queria mais estar naquela situação.
Lindsay desceu até sua boca e o beijara vorazmente, sentindo-o enquanto o abraçava. Ela sabia que o que estava fazendo era errado, mas não poderia evitar. Petterson era um bom homem, mas não era do tipo que lhe pregava surpresas, como Marcos.
Enquanto ele mordiscava seus lábios e lhes dava selinhos demorados, ela pensava no quão era urgente a necessidade que regularizar as coisas entre os dias. Ela sabia que aquilo precisava ser feito para ontem. Mas tinha medo de perder todo esse gostinho de proibido, medo de que ele perdesse o interesse e cair na rotina.
Marcos fechou os olhos enquanto acariciava sua cintura. Ele realmente a amava, e o que ele mais queria, era poder fazer com que todos vissem isso - "Eu te amo" - sussurrou ele, enquanto selava seus lábios contra os dela.
Lindsay sentiu uma carga elétrica por todo o seu corpo quando o ouvira dizer aquilo tão docemente. Enquanto o ajudava a tirar a blusa, sabia que no outro dia, eles brigariam novamente. Ela não só sabia como tinha certeza disso. - Beijando seus ombros até o pescoço, Marcos sentia que precisava tê-la durante a vida inteira, ele sabia que precisava dar um tempo nas brigas. Mas ele amava a eletricidade que seus corpos tinham quando se tocavam. Ele amava toda aquela sensação de ter de repor algo, de ter de recompensar o erro.
Ele amava a sensação de seus corpos juntos. Ele a amava... Simplesmente, a amava.
domingo, 3 de fevereiro de 2013
Lindsay Hammilton (2º Capítulo)
Lindsay estava no banheiro tentando ligar para Marcos, que não lhe atendia de jeito algum. Ela sabia que era errado o que estava fazendo. Lindsay nunca tivera motivos concretos para trair Petterson, ela gostava do jeito tranquilo e sereno dele, tal lhe proporcionava um relacionamento estável, sem muitas brigas e muito bem resolvido. Um homem atraente e charmoso que arrasava muitos corações pela cidade. Mas também gostava das aventuras que Marcos lhe proporcionava, ela nunca sabia o que estava por vir, e isso era o que a deixava interessada. Já com Petterson, ela sabia que eles teriam uma noite agradável, beberiam um pouco de vinho no Boulevard's Restaurant, conversariam sobre a vida, sobre seus filhos e também sobre um futuro distante. Ele lhe diria palavras agradáveis e românticas ao pé do ouvido antes de deixá-la em casa, e então a beijaria com intensidade e devoção. Paixão. Realmente, aquilo era bom, ele lhe atraía muito, mas ela não sabia bem a certo o que gostava mais. Com Marcos, ela nunca sabia o que iria acontecer, e isso era realmente intrigante, as vezes ele lhe tratava romântico, cheio de declarações, suplicas de amor eterno, e outras era bruto e dizia o quanto a odiava por tudo o que ela fazia, o quando ele a odiava por não terminar com Petterson e ficar com ele.
Enquanto ligava para Marcos, estava se preparando psicologicamente para receber os desaforos diários.
-Alô, o que você quer? - dissera Marcos, com eminente irritação.
Lindsay conteve o aperto no peito, ela detestava aquilo, mas não tinha culpa de amar os dois ao mesmo tempo.
- Calma Marcos, não precisa ser tão estúpido, eu só queria saber se vai querer fazer algo hoje. - dissera com calmaria, mas agoniada por dentro, com vontade de espancá-lo por a tratar daquele jeito.
-Lindsay, o que você está pensando que eu sou? O seu brinquedinho nas horas vagas? - ironizou - está achando o que? Que quando não estiver com aquele cara vai me ligar, e eu vou ir correndo atrás de você? - fizera uma pausa - "ó meu querido, venha aqui satisfazer o meu ego, porque Petterson não é o suficiente para isso" - dissera Marcos, imitando voz feminina - já estou saturado disso, sabia? - falara impaciente.
Marcos realmente detestava a ideia de ter que dividir Lindsay com Petterson, ele não suportava mais aquilo e tinha ódio só de pensar. Ele sabia que ela estava no Boulevard com ele, e aquilo o deixava nos nervos. Porque? Para que tudo isso? Era tão difícil dar um pé na bunda desse infeliz? Se ela realmente o amava como dizia, deveria começar a abrir o olho, ele não estava gostando nada daquela situação.
Lindsay tentou segurar as lágrimas do outro lado da linha, mas não conseguiu. Mas para manteve a voz firme.
-Marcos, porque você é assim? Pare, isso me machuca, eu não suporto mais acordar com uma mensagem sua falando o quanto sente saudade e o quanto me ama, e depois te ligar e receber isso. Porque tudo isso? Você sabe que as coisas tem sido difíceis para mim, e eu vou precisar do seu apoio. Eu amo você - dissera tentando não demonstrar que estava chorando.
- "O que ela pensa que é pra me dizer isso? Apoio? Amor? Qual é a dela." - pensara Marcos antes de começar a falar.
- "Você me ama? Cale a sua boca, nem sabe o que diz, fica aí aos beijos com esse babaca, e depois vem me ligar dizendo que me ama? Tome vergonha na cara, eu não suporto mais essas situação. Detesto saber que enquanto você não está comigo, está nos braços de outro homem - Marcos sabia que tomara uma atitude grotesca, e sofreria as consequências depois, mas ele não queria mais ouvir uma palavra que ela pudesse ter a dizer a respeito de tudo, ele já estava saturado de tudo isso e não suportava mais essa situação. Sentiu um alivio enorme ao desligar o celular, talvez se arrependesse disso depois, mas por enquanto, sentiu que foi a melhor coisa a se fazer.
Lindsay se encontrava no banheiro, lavando o rosto e retocando a maquiagem, tentando fazer com que seus olhos vermelhos e inchados por chorar, ficassem imperceptíveis para Petterson. - Ele não poderia ter desligado o telefone na cara dela. Não. Isso já é o cúmulo da falta de respeito. Mas quem era ela para falar de respeito afinal? Traía seu namorado com outro cara, e queria respeito? Marcos tinha direito de fazer o que estava fazendo.
Na mesa, Petterson já estava preocupado com Lindsay que logo chegara com os olhos vermelhos, ele sabia que ela havia chorado, e realmente ficou curioso com aquilo. - Você estava chorando, meu amor? - questionou enquanto Lindsay ajeitava-se na cadeira.
Após ouvir aquilo, sentiu um gelo tomar conta de si, e também viu que todas suas tentativas de disfarce foram frustradas - É... -hesitou um pouco - é que a Marjorie me ligou me contando sobre o estado de sua mãe, realmente deplorável, não consegui evitar as lágrimas - mentiu.
Petterson sabia que a mãe de Marjorie estava com sérios problemas, já estava em um estágio avançado do alzheimer, realmente, era algo para se chorar. - Mas e então? Como ela está, o que houve? - dissera preocupado.
Lindsay abaixou o olhar, fingindo tristeza profunda, sendo que na verdade, estava pensando em alguma coisa para dizer, ela realmente não esperava que fosse chorar por culpa de Marcos, e ele iria pagar caro por isso. Ah, se ia. Ninguém a tratava assim e sairia por fora, de corpo mole, isso não iria acontecer. Não com ela.
- Amor? O caso está tão grave assim? - dissera Petterson, mais preocupado ainda, acordando-a de seu devaneio.
-Não. Não é isso - dissera nervosa - é que... - hesitou - Sabe como é né? Ela começa a fazer coisas que são adequadas para a idade, Marjorie me contou que ontem no almoço, tiveram que contê-la, pois ela estava pegando arroz compulsivamente a todo o momento, não conseguia se controlar - dissera, vendo-o ouvir atentamente. Era por essas e outras, que ela sabia que Petterson era a pessoa ideal para ela, ele era atencioso. Se fosse Marcos teria a mandado calar a boca a muito tempo, e da forma mais grosseira que pudesse haver.- hesitou em seus pensamentos- Marcos - sentira a raiva tomar conta de si ao lembrar do que ele fizera ao telefone.
Petterson segurou a mão de Lindsay, entrelaçando os dedos suavemente, em forma de afeto - É realmente muito triste isso querida, fico triste por Marjorie, mande lembranças à ela. Mas me responde uma coisa, porque você chorou então? - dissera ternamente.
Lindsay sabia que mentir, seria errado, mas era a única saída - Ah querido, me emocionei com o fato de ela estar passando por essa situação, me coloquei no lugar dela e percebi o quão forte ela está sendo. Acabei chorando sem querer, você sabe como eu sou né? - dissera, dando-lhe uma leve piscadela enquanto sorria.
Apesar das dúvidas, Petterson a amava, ele gostava do jeito sensível que ela tinha. Aquilo realmente lhe atraía, mas ele teria suas dúvidas, e não era de hoje. Tal sentia as mudanças de comportamento dela, e não era de hoje. Resolvera ir aos poucos, para não levantar suspeitas da desconfiança - "Ah querida, é realmente uma situação difícil, fico triste por ela também" - dissera finalizando seus pensamentos desconfiados.
Enquanto saíam dali, Lindsay sabia o que iria fazer. Iria até a casa de Marcos, e as coisas não ficariam assim. Não, aquilo não ficaria barato.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Confusões Internas (2º Capítulo)
Marina estava atônita com o que Robert acabara de falar, ela realmente não esperava aquilo. Ele estava a olhando charmosamente, com a boca suja de sorvete. Por mais incrível que fosse, ele ficava mais atraente ainda daquela forma. "O que eu vou fazer?" - pensara. Ela sabia que seria errado fazer aquilo, mas realmente era tentador. Aqueles olhos azuis penetrantes a faziam delirar, e ele sabia muito bem se aproveitar disso, jogando-a olhares sedutores. "O que ele quer agora? Está realmente querendo me matar? Ok Marina, se controle, ele é um gato lindo charmoso - hesitou enquanto suspirava mentalmente - cabelos loiros... Olhos azuis - delirou. - Chega, preciso manter o controle, eu tenho Caio, que não deixa de ser super atraente e com um conteúdo que não deixa brechas" - finalizou assim sua luta interna.
Caio realmente tinha seus atrativos, cabelos pretos e olhos verdes penetrantes e sinceros, mas tal nunca tivera um olhar muito galanteador, ele era respeitador e ela realmente amava isso nele. Caio nunca tivera olhares charmosos, mas tinha um conteúdo e uma beleza que 'meu Deus', de parar tudo.
Robert estava sentado, olhando para ela, esperando alguma palavra, alguma ação. Algum sinal de vida - dramatizou.
Antes que ele pudesse falar algo, estalar os dedos ou algo assim - "Espere, vou ali buscar guardanapos para você limpar a sua boca" - dissera Marina, levantando-se. Robert assentiu. Ele sabia que fora audacioso demais em sua última pergunta, e realmente estava com medo da reação que a garota teria após isso.
Enquanto Marina pegava o guardanapo, ela sabia que precisava segurar as rédias em relação à Robert, ele realmente era tentador. Ela queria poder fazer algo com ele, e até mesmo sair para algum lugar e limpar as manchas de sorvete dele com alguns beijos sem compromisso - "Marina!" - xingou-se mentalmente. Mas era a verdade, que não podia ser dita, mas podia ser pensada.
Robert estava sentado na calçada, pensando em como conquistaria a garota. Ela tinha olhos bonitos , um cabelo liso e preto, com um corte exótico que lhe chamava atenção. Ele a queria antes somente pela atração física que tivera aos primeiros olhares. Mas agora, ele a queria por se sentir bem ao seu lado, por se sentir confortável. Como se por algum momento, ele pudesse ser aceito. Ser... Normal.
Marina chegara, e sentou-se ao seu lado novamente, apreciando a beleza vibrante que ele demonstrava - "Aqui estão os guardanapos" - falara entregando-lhe, recebendo um sorriso aberto como agradecimento.
"Não vai limpar para mim?" - Arriscou Robert, vendo Marina rir acanhadamente.
"Você não desiste né garoto?" - dissera fingindo irritação.
"Jamais devemos desistir de nossos ideais" - dissera ironicamente, finalizando um uma piscadela.
Marina o olhara com um tom de "o que isso tem a ver com o assunto?"
"Não dá, tenho namorado. Esqueceu?" - dissera ela.
O que isso tem a ver com você me ajudar a tirar esse sorvete da minha boca?- dissera ele, pegando os guardanapos e passando por toda a extensão do rosto, menos onde realmente estava sujo - Viu? Eu não consigo limpar. - dissera cinicamente, com ar tristonho.
Marina sabia o que estava prestes a fazer, ela sabia que aquilo seria um bom motivo para Caio sentir ciúmes, mas era tentador. Aqueles olhos cinicamente tristonhos, implorando algo que ela não poderia fazer, mas sentia vontade. Ao ver suas mãos com um guardanapo, ela estava se aproximando demais, e sabia que aquilo era perigoso. Seus rostos estava cada vez mais próximos. Nervosismo era apelido.
"Eu não posso fazer isso Robert" - sussurrou Marina, enquanto o via colocar o dedo em seus lábios em sinal de silêncio. - Os olhos dele a faziam delirar, ela a recém havia o conhecido, mas sabia que algo a fizera se interessar. Talvez fosse aquele jeito meio enigmático.
Robert estava nervoso pela primeira vez na vida, quando se tratava de meninas, ele nunca havia sentido aquilo e com certeza, era algo bom.
Os olhos fechados, rostos encostados e as bocas se aproximando cada vez mais - "Não posso" - dissera Marina, abrindo os olhos e se afastando dele rapidamente. "Preciso ir" - dissera numa tentativa de fuga, ela não resistiria se continuasse ali. E tudo o que ela menos queria, ela trair Caio, aquilo seria errado. Mas era muito tentador, e ela queria aquilo.
Mas Caio merecia- pensou.
Robert se aproximara novamente, arriscando-se. Aquela sensação de perigo era boa para ele. Sim, Robert sabia que ela tinha namorado, e aquilo era o que mais lhe deixava com vontade. Aproximara-se do rosto de Marina, vira que ela não hesitou.
Marina queria aquilo, ela precisava saber o que tinha de tão intrigante nele, ela precisava descobrir o que ele tinha. Enquanto sentia ele se aproximar, fechara os olhos. Aquilo era errado, e ela estava ciente disso quando seus rostos juntaram-se um ao outro, ela conseguia sentir a respiração ofegante de Robert.
Suas bocas se encontraram e Robert sentira uma coisa estranha, ele sentia vontade de abraçá-la. Isso nunca havia acontecido, era realmente algo novo para ele. Havia se apaixonado? Não, jamais poderia se apaixonar por ninguém. "Que ridícula hipótese Robert" - pensara enquanto ria de si mesmo mentalmente. Nem a conhecia direito e iria se apaixonar? Que ridículo.
Seus lábios se selaram, e Marina sabia que não sentia o mesmo por ele do que o que sentia por Caio. Mas Robert a intrigava de uma maneira incrivelmente insana.
Robert a puxou para mais perto de si, sentindo tudo aquilo, sentindo aquilo que ele não sabia dizer o que era. Sentira a boca de Marina abrindo levemente, ele sabia que eram indícios de que ela gostava de se aventurar. Gostava do perigo. Mas não quisera avançar, ele queria deixá-la mais intrigada. Finalizara mordiscando-lhe os lábios, dando um ar de desejo.
Aqui intrigou Marina mais ainda, ela precisava saber o que era. Ela sabia que o que estava fazendo era errado, mas estava confusa. Ela não sabia bem como saber o que estava havendo. Ela amava Caio, e tinha certeza disso. Só que com a chegada de Robert, ela sentia uma necessidade de saber o que ele guardava, era algo minucioso, uma curiosidade alheia que lhe tomara conta de uma hora para a outra.
Ela se sentia confusa, não sabia muito bem o que fazer a respeito dos dois. Deitada em sua cama, pegara seu celular e vira a mensagem de Caio para ela. Sentiu a culpa tomar conta de si. Caio era o melhor garoto que ela já pudera ver, mas não poderia continuar nessa situação.
A decisão precisava ser tomada de imediato. Resolvera não responder por agora, mas sabia que pela manhã, iria ter de decidir o que fazer, e dormira pensando no mesmo.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Desconfianças (2º Capítulo)
Petterson se encontrava em pequeno restaurante requintado na cidade, para dizer a verdade, o único. Tomava uma taça de vinho tinto enquanto olhava diretamente para Lindsay, sua namorada. Eles já estavam juntos haviam uns longos tempos, ela realmente lhe fazia bem. Petterson se considerava novo para ter um filho de 19 anos, e ele realmente era. Estava na flor da idade de seus 47 anos, e se orgulhava por isso.
Tinha uma boa casa, com cômodos grandes e confortáveis, que lhe davam direito a uma vista extraordinária do pôr-do-sol, olhando pela sacada de seu quarto. Uma namorada bonita e elegante, inteligente e que lhe fazia tão bem quanto escutar o bom e velho som de Rolling Stones.
Ele andava desconfiado de algumas coisas, fazia um bom tempo, mas Petterson sempre fora um tanto quanto minucioso em qualquer atitude que pretendesse tomar. Bebericou um pouco de seu vinho, enquanto pensava em como tivera sorte em encontrar uma mulher tão bonita como Lindsay - "Nada mal para um cara de 45 anos" - pensara. Apesar de se sentir novo e na flor da idade, ele gostava de brincar consigo mesmo.
Lindsay era uma mulher realmente carismática, bonita e reservada. Apesar de tudo, lhe deixava um "Q" de curiosidade em alguns pontos.
-Querido, vou ao banheiro e já volto - dissera Lindsay, atrapalhando toda a linha de pensamento de Petterson- Tudo bem - dissera com um leve sorriso.
Ele sabia que era errado desconfiar de sua namorada, depois de tantos anos juntos, mas ele não conseguia deixar de cogitar a possibilidade de ela estar lhe traindo. Ou seria impressão sua? Todos os dias, ela saía com as amigas e, sinceramente, ele tinhas duvidas de que era com as amigas mesmo. Talvez fosse fruto da imaginação, seu filho já tivera lhe dado algumas indiretas bobas, que o fizeram desconfiar de certas coisas. Petterson sabia que Robert poderia ser o que quisesse, mas não era capaz de mentir ao algo assim para seu pai. Por alguns instantes pensou no que seu filho estaria fazendo, ele temia que Robert resolvesse arrumar confusões por aí. A cidade era pequena, qualquer coisa poderia dar fofocas durante o ano todo.
Todos os dias, ele tinha uma esperança que Robert poderia voltar a ser aquele garoto que sempre fora outrora. Ele tinha esperanças de ver seu filho dizendo que o ama novamente, ele tinha esperanças, que ao menos um dia. Seu filha teria uma boa ação para contar.
Olhara rapidamente seu relógio, eram meia-noite e quarenta e cinco minutos. Estava tarde, e ele automaticamente se preocupara mais ainda com Robert, que não era nada santo.
Christine Wakcher (2º Capítulo)
- Pare, eu não aguento mais isso Robert. Você sai à noite com esses caras que você chama e amigos, mas que só te metem em furada. Eu já lhe pedi uma porção de vezes para sair dessa vida, eu não aguento mais ter de ir resolver seus problemas na delegacia, pagando fiança as vezes. Chega - gritara em meio ao nervosismo. - você sabe que estou falando para o seu bem, meu filho, saia dessa vida. Você é melhor que isso - dissera ternamente.
Robert odiava discutir com sua mãe, além de ser cansativo, era irritante. "Será que ela não cansa de se meter na minha vida?" - pensara.
Enquanto Fitava o teto, fingindo ouvir todas aquelas coisas que sua mãe sempre lhe falava toda a hora, pensava em como seria divertido grafitar nesta noite, até mesmo já estava se preparando para ligar para algum parceiro.
Christine sabia que seu filho não tinha jeito, mas ela ainda tinha esperanças, assim como todas as mães tem, as vezes corrompidas e cheias de machucados, mas ainda existe bem lá no fundo uma esperança sob a incerteza. Todos os dias de sua vida, ela se perguntava o porque de Robert agir daquela maneira. Sentira as lágrimas caírem de seus olhos, como as tempestades fortes de inverno. Só que era algo pior, algo que lhe trazia angústia, dor, receios. Ao pensar na atitude que deveria tomar naquele momento. Não, jamais poderia cogitar isso. Jamais.
Sentira as palavras saírem de sua boca, como os ventos fortes de um temporal de verão. Ela sabia que aquilo poderia ser o pior erro, ou o maior acerto de sua vida. Ela precisava se conter, mas as palavras foram mais rápidas, o impulso fora maior - "Robert, você precisa ir embora, assim desse jeito você não fica mais aqui - dissera brutalmente - não suporto mais brigar com você todos os dias por causa dessas suas amizades, por culpa das suas atitudes - gritara tudo o que já estava preso em sua garganta há muito tempo - Chega Robert, vá embora - dissera sentindo um aperto enorme no peito, ela sabia que precisava se conter, mesmo com uma dor no coração demonstrara pulso firme e olhos atentos. Rigidez.
Robert a olhara assustado com a atitude se sua mãe, e sentira o ódio e a raiva pulsarem em suas veias, pensando em como queria matá-la naquele momento. Não, ela realmente não tinha o direito de fazer aquilo. De forma alguma, ele sabia que ela iria pagar caro por tudo isso. Ele realmente não deixaria barato, ela merecia uns belos de uns corretivos bem dados. - "Onde já se viu? Está pensando o que sua velha fracassada? Acha mesmo que as coisas funcionam assim comigo?" - pensara.
Christine sabia que havia feito a coisa certa, mas tinha medo do que ele poderia fazer, ela sabia que ele não tinha medo de nada, nem de si mesmo. Ao vê-lo partir com suas coisas, sentira um aperto forte no peito, se conteve para não chamá-lo de volta. Ele era rebelde, lhe decepcionava quase sempre, mas era seu filho, o seu único filho, e ela o amava mais do que deveria e sabia disso. Ela queria protegê-lo de todo o mal, mas parecia algo impossível, pois ela ela via que ele era o seu próprio mal.
As lágrimas caíram fortemente do rosto de Christine, e tudo o que ela menos queria, era sofrer. Algo realmente impossível.
Ao entrar em casa, fora direto até a cozinha, pegara um chá na geladeira. Chá gelado realmente lhe acalmava os nervos, não importava o sabor, para ela era algo acalmante. Se lembrara de Robert logo quando pequeno, ele realmente era uma criança linda e ao se tornar jovem, como atualmente, um homem realmente muito atraente e sedutor. Onde passava, deixava meninas suspirando. Sorrira ao lembrar-se de quando ele era um bebê ainda, na faixa de 3 aninhos e não conseguia abrir o pote de bolachas, era realmente engraçado - "Mamãe. Mamãe - dizia balbuciando e entregando-lhe o pote em mãos - não consigo abrir o pote de bolachas, e eu estou triste por isso. Você poderia abrir, por favor? - falava ele com aquela voz manhosa.- Christine visualizava aquela cena em sua mente por um bom tempo, rindo sozinha. Ele bem pequenino, com os cabelos tão loiros que pareciam até mesmo brancos, os olhos azuis como o céu fazendo manhã para abrir um potinho de biscoito. Naquele momento, ela sentira vontade de abraçar seu filho tão forte que poderia quebrá-lo inteiro.
-Eu te amo mamãe - ela sabia que aquelas palavras nunca mais saíram da boca de Robert desde seus 6 anos. Mas ela sentia falta, pois para ela, ele ainda continuava sendo aquele garotinho choramingando para abrir o pote de bolachas, e aquela lembrança jamais seria apagada da mente de Christine.
Bebericou mais um pouco de seu chá gelado. Ela sabia que tinha tomado a decisão certa.
Assinar:
Postagens (Atom)