(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
sábado, 2 de fevereiro de 2013
Confusões Internas (2º Capítulo)
Marina estava atônita com o que Robert acabara de falar, ela realmente não esperava aquilo. Ele estava a olhando charmosamente, com a boca suja de sorvete. Por mais incrível que fosse, ele ficava mais atraente ainda daquela forma. "O que eu vou fazer?" - pensara. Ela sabia que seria errado fazer aquilo, mas realmente era tentador. Aqueles olhos azuis penetrantes a faziam delirar, e ele sabia muito bem se aproveitar disso, jogando-a olhares sedutores. "O que ele quer agora? Está realmente querendo me matar? Ok Marina, se controle, ele é um gato lindo charmoso - hesitou enquanto suspirava mentalmente - cabelos loiros... Olhos azuis - delirou. - Chega, preciso manter o controle, eu tenho Caio, que não deixa de ser super atraente e com um conteúdo que não deixa brechas" - finalizou assim sua luta interna.
Caio realmente tinha seus atrativos, cabelos pretos e olhos verdes penetrantes e sinceros, mas tal nunca tivera um olhar muito galanteador, ele era respeitador e ela realmente amava isso nele. Caio nunca tivera olhares charmosos, mas tinha um conteúdo e uma beleza que 'meu Deus', de parar tudo.
Robert estava sentado, olhando para ela, esperando alguma palavra, alguma ação. Algum sinal de vida - dramatizou.
Antes que ele pudesse falar algo, estalar os dedos ou algo assim - "Espere, vou ali buscar guardanapos para você limpar a sua boca" - dissera Marina, levantando-se. Robert assentiu. Ele sabia que fora audacioso demais em sua última pergunta, e realmente estava com medo da reação que a garota teria após isso.
Enquanto Marina pegava o guardanapo, ela sabia que precisava segurar as rédias em relação à Robert, ele realmente era tentador. Ela queria poder fazer algo com ele, e até mesmo sair para algum lugar e limpar as manchas de sorvete dele com alguns beijos sem compromisso - "Marina!" - xingou-se mentalmente. Mas era a verdade, que não podia ser dita, mas podia ser pensada.
Robert estava sentado na calçada, pensando em como conquistaria a garota. Ela tinha olhos bonitos , um cabelo liso e preto, com um corte exótico que lhe chamava atenção. Ele a queria antes somente pela atração física que tivera aos primeiros olhares. Mas agora, ele a queria por se sentir bem ao seu lado, por se sentir confortável. Como se por algum momento, ele pudesse ser aceito. Ser... Normal.
Marina chegara, e sentou-se ao seu lado novamente, apreciando a beleza vibrante que ele demonstrava - "Aqui estão os guardanapos" - falara entregando-lhe, recebendo um sorriso aberto como agradecimento.
"Não vai limpar para mim?" - Arriscou Robert, vendo Marina rir acanhadamente.
"Você não desiste né garoto?" - dissera fingindo irritação.
"Jamais devemos desistir de nossos ideais" - dissera ironicamente, finalizando um uma piscadela.
Marina o olhara com um tom de "o que isso tem a ver com o assunto?"
"Não dá, tenho namorado. Esqueceu?" - dissera ela.
O que isso tem a ver com você me ajudar a tirar esse sorvete da minha boca?- dissera ele, pegando os guardanapos e passando por toda a extensão do rosto, menos onde realmente estava sujo - Viu? Eu não consigo limpar. - dissera cinicamente, com ar tristonho.
Marina sabia o que estava prestes a fazer, ela sabia que aquilo seria um bom motivo para Caio sentir ciúmes, mas era tentador. Aqueles olhos cinicamente tristonhos, implorando algo que ela não poderia fazer, mas sentia vontade. Ao ver suas mãos com um guardanapo, ela estava se aproximando demais, e sabia que aquilo era perigoso. Seus rostos estava cada vez mais próximos. Nervosismo era apelido.
"Eu não posso fazer isso Robert" - sussurrou Marina, enquanto o via colocar o dedo em seus lábios em sinal de silêncio. - Os olhos dele a faziam delirar, ela a recém havia o conhecido, mas sabia que algo a fizera se interessar. Talvez fosse aquele jeito meio enigmático.
Robert estava nervoso pela primeira vez na vida, quando se tratava de meninas, ele nunca havia sentido aquilo e com certeza, era algo bom.
Os olhos fechados, rostos encostados e as bocas se aproximando cada vez mais - "Não posso" - dissera Marina, abrindo os olhos e se afastando dele rapidamente. "Preciso ir" - dissera numa tentativa de fuga, ela não resistiria se continuasse ali. E tudo o que ela menos queria, ela trair Caio, aquilo seria errado. Mas era muito tentador, e ela queria aquilo.
Mas Caio merecia- pensou.
Robert se aproximara novamente, arriscando-se. Aquela sensação de perigo era boa para ele. Sim, Robert sabia que ela tinha namorado, e aquilo era o que mais lhe deixava com vontade. Aproximara-se do rosto de Marina, vira que ela não hesitou.
Marina queria aquilo, ela precisava saber o que tinha de tão intrigante nele, ela precisava descobrir o que ele tinha. Enquanto sentia ele se aproximar, fechara os olhos. Aquilo era errado, e ela estava ciente disso quando seus rostos juntaram-se um ao outro, ela conseguia sentir a respiração ofegante de Robert.
Suas bocas se encontraram e Robert sentira uma coisa estranha, ele sentia vontade de abraçá-la. Isso nunca havia acontecido, era realmente algo novo para ele. Havia se apaixonado? Não, jamais poderia se apaixonar por ninguém. "Que ridícula hipótese Robert" - pensara enquanto ria de si mesmo mentalmente. Nem a conhecia direito e iria se apaixonar? Que ridículo.
Seus lábios se selaram, e Marina sabia que não sentia o mesmo por ele do que o que sentia por Caio. Mas Robert a intrigava de uma maneira incrivelmente insana.
Robert a puxou para mais perto de si, sentindo tudo aquilo, sentindo aquilo que ele não sabia dizer o que era. Sentira a boca de Marina abrindo levemente, ele sabia que eram indícios de que ela gostava de se aventurar. Gostava do perigo. Mas não quisera avançar, ele queria deixá-la mais intrigada. Finalizara mordiscando-lhe os lábios, dando um ar de desejo.
Aqui intrigou Marina mais ainda, ela precisava saber o que era. Ela sabia que o que estava fazendo era errado, mas estava confusa. Ela não sabia bem como saber o que estava havendo. Ela amava Caio, e tinha certeza disso. Só que com a chegada de Robert, ela sentia uma necessidade de saber o que ele guardava, era algo minucioso, uma curiosidade alheia que lhe tomara conta de uma hora para a outra.
Ela se sentia confusa, não sabia muito bem o que fazer a respeito dos dois. Deitada em sua cama, pegara seu celular e vira a mensagem de Caio para ela. Sentiu a culpa tomar conta de si. Caio era o melhor garoto que ela já pudera ver, mas não poderia continuar nessa situação.
A decisão precisava ser tomada de imediato. Resolvera não responder por agora, mas sabia que pela manhã, iria ter de decidir o que fazer, e dormira pensando no mesmo.
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