(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Turbulências (1º Capítulo)
Caio estava deitado em sua cama. Literalmente não conseguia dormir de forma alguma. Ele sabia que as coisas não estavam indo bem entre Marina e ele. Ele sabia que se perdesse Marina, faria de tudo para tê-la novamente, e era isso que o irritava, Porque? Porque justo ela? Uma garota complicada, pensativa e que ficava palpitando e tentando achar a razão de tudo e de todos. Porque? Mas ele a amava, e a amava o bastante para morrer por ela se fosse necessário.
Caio sentira as lágrimas caírem em seu rosto. Lágrimas pesadas. Lágrimas de aflição... Dor.
Levantara-se rapidamente, ele sabia que não conseguiria dormir, então resolvera comer alguma coisa. Quem sabe assim, o tempo passaria mais rápido, para que ele pudesse resolver as coisas logo com sua pequena. Sim, sua pequena, porque apesar de tudo, ele a amava e ainda a queria ao seu lado. Ele não tivera a intenção de ofendê-la falando aquilo. Sinceramente? Só quisera ser romântico, mas sua tentativa fora um fracasso. E agora ele estava com medo do que Marina poderia fazer, será que ela teria a audácia de terminar com ele por isso?
Ao chegar na cozinha, ligou a luz e fora direto abrir a geladeira. - "Nada de interessante"- pensou. Ao abrir o armário, seus olhos brilharam, ele sabia que poderia ser coisa de mulherzinha - diriam os machistas. Mas tudo o que ele precisava era de um bom chocolate, e era justamente o que ele comeria, ligaria a televisão e comeria quantos chocolates suportasse.
Deitado no sofá da sala, se perguntava se não seria possível ter Marina ali com ele naquele momento. Tudo o que ele queria era poder abraçá-la o mais forte possível - "Desculpe-me meu amor, eu realmente errei, não deveria ter lhe falado aquilo, mas prometo recompensar por tudo isso lhe demonstrando o quanto eu lhe amo" - ele realmente queria lhe falar aquilo naquele momento. Seria muito clichê? Não importa, era o que ele estava sentindo no momento e era o que ele iria falar de todo o coração.
Marina sempre fora uma menina muito diferente, ele custara a desvendar alguns dos mistérios que ela guardava para si, e ele sentia que cada vez mais mistérios surgiam e aquilo realmente o fazia transbordar de paixão. Seu coração estava pesado, e ele não sabia se chorava ou se simplesmente se tornava indiferente. Se lembrara de quando a conheceu. Ela era uma menina peculiar, e lhe deixava desajeitado com aquela postura formal de garota inteligente. Aquilo realmente o atraía muito, ela era bastante persuasiva em sua opiniões e o convencia em questão de segundos em fazer o que ela queria, as vezes sem utilizar nenhuma palavra.
No primeiro dia em que começaram a se encontrar e sair juntos como um casal. Aquele dia fora muito marcante. Ali ele percebeu o quanto ela tinha personalidade forte e que com ela, não existiam problemas em questão de 'mandar', ele não sabia o porque, mas aquilo o atraía mais ainda. Beijos? Que beijos o que, aquela garota o tirava do sério, ela era osso duro e fazia greves o tempo inteiro, castigando-o durante dias as vezes. Mas depois haviam suas ótimas recompensas. Ela sabia muito bem como castigar um garoto, tanto quanto sabia muito bem como recompensá-lo depois. Marina sempre fora uma menina muito reservada, nunca dera liberdade à Caio para muitas coisas, mas ela o amava e ele sabia disso. Ele sentia isso. Seu namoro se baseava em confiança, respeito e era algo totalmente puritano. Marina nunca fora uma menina oferecida, e nem dava muita liberdade à ele. O máximo que trocavam eram alguns beijos, e nem eram todos os dias que o faziam. E de certa forma, ele amava isso nela. Aquilo lhe deixava com a sensação de que tinha a necessidade de conquistá-la todos os dias em que se encontravam. Ele sentia a necessidade de demonstrar a ela tudo o que sentia, pois assim ele sabia que a faria derreter-se. Marina sempre fora romântica, e se quisesse ter um pequeno beijo no fim da noite, ele precisaria batalhar para isso. Não que ele estivesse somente interessado nisso, mas ele também gostava daquela etapa de conquista. Ele gostava daquele jeito dela, de ser durona e castigá-lo, o deixando louco, e depois recompensá-lo com o melhor de todos os beijos que pudessem existir. Aquilo era realmente charmoso e combinava perfeitamente com ela.
Mordiscou mais um pedaço de chocolate, ele amava sentir aquilo derreter em sua boca, o provocando sensações indecifráveis. Aquelas sensações, aquele gosto o lembrava de Marina, e era tudo o que ele precisava. Resolvera enviar-lhe uma mensagem,e saiu revirando tudo procurando a droga do celular, que ele não encontrava em lugar algum - "Aqui, achei" - dissera com uma sensação de alívio e felicidade.
Pegara o celular e lhe enviara uma mensagem - "Amor, quero lhe pedir perdão pelo que aconteceu hoje, eu sei que já é madrugada. Eu não consigo dormir, me sinto muito mal pelo que aconteceu e espero que tudo se resolva amanhã. Beijos, te amo" - finalizara assim. Ele sabia que ela até já estaria dormindo, teve certo receio até mesmo de acabar acordando-a. Após enviar a mensagem, percebeu que havia comido todo o chocolate, mas afinal, quem se importa? Ele estava mal mesmo e merecia uns quilinhos a mais né? Ou não? Será que engordaria muito e então Marina o olharia com desprezo e não iria querer namorar uma bolota gorda em forma de garoto. Decidira que iria correr logo que acordasse para recompensar aqueles chocolates. Dormira deitado no sofá pensando na corrida pesada que faria amanhã.
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