- Tudo o que eu queria saber era o que a faz pensar que pode fazer isso, não existe, não tem como, depois de tudo o que eu fiz por ela, ela não tem o direito. - pensara Robert raivosamente, enquanto caminhava em direção á rodoviária.
Seus pensamentos estavam equivocados, e na tensão, ele poderia matar alguém se quisesse, sua raiva era extrema, e ele sabia que sua mãe tinha medo do que ele poderia fazer. Enquanto comprava uma passagem de ida para a cidade onde seu pai residia, pensava em alguma desculpa aceitável. Até já pensara no teatrinho que teria de fazer - Papai me perdoe, eu sei que não deveria estar aqui, mas você sabe que a mamãe é uma louca, ela me expulsou de casa somente por eu sair com uns amigos na sexta feira á noite. - ele sabia que seria fácil convencer, ele era burro e hipócrita, digno do apelido que ganhara nos últimos anos, fracassado. Robert sabia que seria fácil enganá-lo, ele era trouxa, igual sua mãe e toda a sua família - dera um sorriso cínico ao pensar no que aconteceria naquela tarde e em como faria o teatro magnificamente bem, como em todas as vezes. Afinal, o que o impediria? Seu pai era um tapado, que não enxergava que estava sendo traído pela atual namorada. E sua mãe? - sorrira sarcasticamente - uma mera louca, que não sabia como era ridícula falando sobre princípios e caráter. Ô velha chata, sempre quer passar sermão achando que manda em alguma coisa.
Robert não era o tipo de pessoa com quem se quer ter uma amizade, e ele próprio sabia disso, mas quem se importa com amigos? Ele estava preocupado com o que faria hoje ao chegar na casa de seu pai. Será que ele conseguiria encontrá-lo em casa? Seria fácil enganar o velho, mas seria um tédio ter de esperá-lo em frente á casa.
Dentro do ônibus, ele pegara uma caneta e um bloco de anotações, e assim, começara a anotar seus objetivos para hoje. Com certeza ligaria para sua mãe - "Mamãe, você sabe que eu lhe amo né? Eu não deveria ter feito aquilo, e mereci vir para casa do papai, mas me perdoe, por favor" - nossa, já visualizara a cena melancolicamente ridícula, lógico que ele faria a doce voz do arrependimento, e ela acreditaria. Pois afinal quem não acreditaria? Robert fizera aulas de teatro por muitos anos, e quando encorporava em um personagem, não tinha nada que o fizesse ser mais real do que suas próprias técnicas, que foram se aperfeiçoando de acordo com suas necessidades.
Ele sorrira sarcasticamente ao pensar na forma surpresa e amável com que sua mãe reagiria ao ver seu filho arrependido, ligando para pedir perdão pelo ato.
Ao largar a caneta, divagou a mente - "Porque?" - era o que ele pensava todos os dias ao levantar-se , ao se deitar, e entre ambos. Ele realmente não conseguira até hoje descobrir o motivo de ser assim, o motivo que o levara a ser assim. Mas ele lembra, que no inicio, era algo incontrolável e que ele não gostava, mas após um tempo, começara a ser algo bom e vantajoso. Ele se lembra de o quanto foi difícil inicialmente, lidar com isso. Mas após ele descobriu que aquilo fazia parte de sua trajetória, e que seu emocional só estava sendo modificado de acordo com o que o destino planejara para ele. Seu corpo, e seu cérebro estavam simplesmente se preparando para a jornada futura. Sim, isso demorara para ser compreendido, mas após algum tempo, as coisas se tornaram fáceis, e começara a ser divertido. Robert realmente gostava de quem ele havia se tornado, apesar de algumas coisas ruins, as vantagens se sobressaíam muito.
ta de mais *-*
ResponderExcluirAwn *-* obrigada querida, continue acompanhando conosco :)
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