(livro online)- Inicie a leitura pela postagem com o título de "Prólogo", pois é a partir daí que inicia-se o livro.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Triângulo Amoroso. (3º Capítulo)
Forte. Muito forte, para poder carregar consigo toda uma vida mentirosa. Para poder desenfrear palavras sem medo. Ela tem medo, medo de ficar só. Medo de se entregar ao seu universo corrupto, seu universo cheio de desestruturas, rejeição. Porque mentir? Fugir da realidade, como qualquer executivo que pela vigésima vez, está arrumando as malas. E então sair voando por aí, as palavras são suas asas. Seu abrigo? A mentira, que soa como um sino forte de desgosto, de perdição. Manchas que se alastram sem medo e se opõe ao universo, desviando-se de qualquer coisa que possa ser boa.
Lindsay sabia que levava uma vida de faixada, afinal, ninguém jamais imaginaria que a 'senhorita-bem-resolvida', poderia ter um caso com Marcos e namorar Petterson ao mesmo tempo. Porque estava fazendo isso? Sendo que Petterson não poderia ser melhor. Ou poderia? -parou por um momento, analisando se havia algo inapreciável em seu relacionamento com Petterson.- Claro que há. Eu. - decepcionara-se consigo mesma." Eu, a traidora. Eu, pior ladra que pode existir. A que sequestra corações nas caladas da noite. A que machuca a si mesma. Eu; O erro que poderia ser evitado."- pensara. Lindsay sabia que estava errada, mas não podia deixar de amar Marcos. - "Marcos" - sentira a raiva pulsar por suas veias, ele era o autor principal. O pior cúmplice que poderia haver. O mais rídículo e trapaceiro. - prendera a respiração e apertara forte as mãos, estava com raiva. - "O culpado de tudo. Sim, ele é o culpado. Eu? Eu sou uma pobre vítima que caí nas garras da madrugada sem fim, que caí nas garras de um arranha céu que nunca acaba. Eu? Lindsay? Jamais em sã consciência iria trair meu querido Petterson, o homem com quem posso ter uma vida estável. O homem com qual posso contar sempre, mas não, eu precisava me deixar levar. Eu? Ops, eu não. Eu fui raptada pela escuridão que me cercou; Fui raptada pelo desejo. Eu não fiz nada. Nada. " - Tentara se consolar em seus pensamentos.
Marcos era o culpado de toda essa desordem, mas no fundo, ela sabia que também fazia parte do jogo e que se entregasse os pontos, jamais sua vida seria igual. Jamais poderia tomar um café da tarde ao lado de seu amor. Sim. Seu amor, Petterson. O homem que ela amava. Não. Sim? Diabos! O que seria essa vida? O que é isso? Um triângulo amoroso. O pior triângulo que poderia existir. - suspirou por uns momentos, tentando tirar esse pensamento do ar - "Triângulo amoroso! - sorriu, gozando de si mesma - que ridícula hipótese, Lindsay!" - pensou. Ela jamais poderia aceitar isso em sua vida.
Petterson estava sentado, na varanda de sua casa, imaginando se por algum momento, sua vida poderia ser mais turbulenta. -"Dr. Holler... Dr. Holler" - aquilo matutava em sua cabeça por horas, e realmente, ele estava decidido.
Depois de esperar alguns minutos, conseguira obter a conversa que tanto desejava com o dito cujo, que tinha uma voz capaz de dar pesadelos. Voz forte, imponente. Mas com um tom que demonstrava ser prestativo, e que sabe muito bem como trabalhar e deixar um cliente satisfeito. "5 mil reais Petterson... 5 mil reais" - dissera a si mesmo mentalmente. Não era pouco. Petterson tinha uma vida estável, dava para esbaldar um pouquinho, sair da linha quando bem entendia. mas '5 mil' de uma vez? Talvez não fosse tão necessário. Coisas da cabeça de Petterson, quem sabe. - Levantara-se rapidamente, indo até a cozinha encher seu copo com um pouco mais de limonada, tentando assim, acalmar os nervos.
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