segunda-feira, 8 de abril de 2013

Abrindo Horizontes. (3º Capítulo)


Petterson estava decidido, apesar de passar meses matutando em tal possibilidade. Sentia aquela duvida impetuosa entrando dentro de si como um nevoeiro em época errada. Como um nevoeiro que te congela por dentro, congela tudo, menos o medo. Medo. Sim, medo de não poder mais sentir as brisas e não ver mais o sol brilhar. O amor brilhar. Medo de não poder seguir a penumbra das estrelas e tocá-las. Voar pelo céu. Mãos entrelaçadas e bocas juntas. Medo de perder tudo. Lindsay era o tipo de mulher que todo o homem quer, e ele sabia que além dele, existiam muitos de olho nela. Petterson tinha medo do que poderia descobrir, mas também não poderia ficar naquela situação de duvida que o corroia por dentro cada vez mais. Olhara para aquele cartão, e sabia que o que estava fazendo poderia colocar em risco toda a sua vida. - " Detetive Particular, Dr. Holler".
 Petterson não sabia mais para onde recorrer, ele jamais imaginara que chegaria à esse ponto. Revirava algumas coisas, buscando refúgio. Tentando se desfazer dessa desconfiança, tentando dizer para si mesmo que não seria mais necessário. Tentando se conformar com a duvida que o apertava a garganta a cada pensamento, sobre Lindsay. Ele e Lindsay. "Petterson, cale a boca, Lindsay jamais o trairia. Jamais. Você é atencioso, sempre segue o ritual de bom moço. A leva para jantar, fala o quanto a ama e escuta com atenção cada coisa que ela lhe conta. Detalhe por detalhe. E depois, no fim da noite, demonstra todo o romantismo que pode existir, lhe levando para casa e então sentindo o compasso das estrelas brilhando a cada batida, a cada melodia. A cada respiração ofegante. Sentindo o calor que o amor pode dar, e a calmaria que a penumbra da noite sempre transpassa, em sintonia com o ritmo das brisas". - pensara repreendendo sua dúvida sobre a fidelidade de Lindsay.
Enquanto discava o numero em seu celular, sabia que estava fazendo algo que poderia acabar com tudo. Acabar até mesmo com a admiração e amor que sentia por Lindsay.
- Agência de detetives particulares, bom dia - dissera uma mulher com a voz, digamos que poderia se considerar aceitável.
- Bom dia, gostaria de falar com Dr. Holler, ele está?
- Espere uns minutinhos, preciso ver se ele está disponível.
-Tudo bem.

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